quarta-feira, 27 de julho de 2011

Olá Amigos,

Passei apenas para deixar uma mensagem. É uma carta de Paulo (personagem bíblico) aos Romanos no primeiro século. Seria muito bom para nós se conseguissimos praticar isso:

Seja o vosso amor sem hipocrisia. Abominai o que é iníquo, agarrai-vos ao que é bom. Em amor fraternal, tende terna afeição uns para com os outros. Tomai a dianteira em dar honra uns aos outros. Não sejais indolentes nos vossos quefazeres. Sede fervorosos de espírito. Alegrai-vos na esperança. Perseverai em tribulação.

Segui o proceder da hospitalidade. Persisti em abençoar os que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram. Tende a mesma mentalidade para com os outros como para com vós mesmos; não atenteis para as coisas altivas, mas deixai-vos conduzir pelas coisas humildes. Não vos torneis discretos aos vossos próprios olhos.
Não retribuais a ninguém mal por mal. Provede coisas excelentes à vista de todos os homens. Se possível, no que depender de vós, sede pacíficos para com todos os homens.
Mas, “se o teu inimigo tiver fome, alimenta-o; se ele tiver sede, dá-lhe algo para beber; pois, por fazeres isso, amontoarás brasas acesas sobre a sua cabeça”.Não te deixes vencer pelo mal, porém, persiste em vencer o mal com o bem.


 Um bom dia a todos.




segunda-feira, 11 de julho de 2011

Plante seu jardim...

É...
Voce têm parkinson mesmo.

Ao ouvir isso do médico fiquei assustado. Em choque. Fiquei sem palavras. O meu irmão, que foi comigo ao consultório deu uma engolida a seco.

Muita coisa passou pela minha cabeça. Esposa. Filhos. Meus irmãos. Minha família.

Essa notícia veio depois de 6 meses de insistentes exames e 1 ano de sintomas. E então voces perguntam:
- Porque voce ficou chocado? Não tinha idéia, não tinha lido, não tinha pesquisado sobre os sintomas? Não passava pela sua cabeça que era parkinson?

- Naquele momento não.

Havia feito muitas pesquisas, como todo o portador dos primeiros sintomas. Mas o meu primeiro médico (como já bloguei a dias atraz) não conseguiu diagnosticar a doença e meu segundo médico, devido a exaustivos testes feitos por ele e tendo conhecimento de testes anteriores me explicou por A + B que o que eu tinha não era parkinson.

Então, eu estava tranquilo. Podia ter perdido coordenação, podia tremer a vontade, mas eu não estava preocupado. Não era parkinson.

Por isso fiquei tão chocado quando recebi a notícia. E como todo médico a notícia veio a seco, na lata, já seguido de recomendações médicas e previsíveis evoluções.

Não estou dizendo que o médico tenha que te preparar para um notícia dessas, talvez dizendo:
- vem cá meu velho amigo!!! Sente do meu lado. Sabe que gosto muito de voce, não sabe? Voce quer um docinho, uma água? Preciso conversar um assunto sério com voce: O gato subiu no telhado...

Não, nenhum médico (dos que eu conheço) faz isso. E essa a função deles. Ser sincero, direto e objetivo. Sem meias palavras. Talvez essa seja a melhor e mais profissional maneira de tratar do assunto. Mas eu não queria naquele momento ouvir recomendaçòes médicas. Estava um pouco disolado. Queria digerir primeiro aquela informaçào e depois cuidar do resto.

No caminho de casa, dentro do carro, junto com o meu irmão eu permanecia mudo e estático. Apenas pensando na minha família. Meu irmão me falava palavras de incentivo. Permanecia imóveil, segurando com todas as minhas forças que não fosse derramada nenhuma lágrima. Não queria ver meu irmão triste.
Quando cheguei casa, abracei minha esposa. Foi quando desabei...

Chorei copiosamente, até soluçar. Acho que chorei também por várias outras coisas que estavam guardadas. Aproveitei o embalo.

Quando parei de chorar, sozinho no meu quarto, pensei:

- O que adianta eu chorar? O que adianta ficar me lamentando? O mundo não vai parar por causa de mim. Niguém vai levar a minha vida. A responsabilidade de ser feliz e fazer minha família feliz, é só minha. Eu tenho o poder de mudar a situação. A única pessoa que pode lutar contra isso sou eu, ninguém vai assumir minha responsabilidade. Como diz Sheakespeare:
- "Plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores."

Desse momento em diante, prometi pra mim mesmo que não ia me lamentar e iria fazer tudo pra lutar contra o parkinson.

O mais interessante é que essa ação gerou uma reação. Acredito muito na lei da atração, que quando voce faz coisas boas voce atrai coisas boas. E nesse caso isso aconteceu.
Ao lutar contra a doença, melhorando a qualidade de vida em vários aspectos, comecei a não levar ele mais a sério e comecei a ver as situações engraçadas passadas por nós, parkinsonianos.

Comecei a enxergar coisas que eu não via antes. Comecei a dar valor a muitas coisas. Acheguei mais a minha família. Preocupo mais com minha saúde. Faço coisas que gosto. Apenas faço aquilo que me dá prazer. Mudei minhas pespectivas.

E termino esse texto também com uma frase de Sheakespeare:
- Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos.

Tremendo abraço a todos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Alimentação Saudável - Lutando contra a maré II

Olá Amigos parkinsonianos,

Trabalhei na HP (Empresa de serviços em tecnologia da informação) mais conhecida pelas suas impressoras, durante 5 anos. Foram anos de muita aprendizagem e trabalho duro. No último ano e meio que estive lá, mudei de função, passei por momentos estressantes. Isso não é novidade para quem trabalha com gerenciamento de rede de computadores (não sei se têm alguém lendo que trabalhe nessa área).

Minha rotina era acordar 6:30 da manhã e voltar as 17:00. Nada incomum. A não ser uma ligação as 19:00 reportando um problema que voce deveria resolver imediatamente ou indo na empresa ou se fosse possível rermotamente. Esse telefonema se repetia as 21:00, as 00:00, as 03:00 e etc. Eu consegui ficar um dia inteiro em casa normalmente no domingo e olhe lá. Em muitas ocasiões entrava numa quinta-feira para trabalhar e só voltava no domingo, devido a algum problema grave que precisava ser resolvido.

Como eu disse, não é privilégio meu. Quem trabalha com isso sabe como é trabalhar pressionado.
Durante todo esse período, como devem imaginar, não tinha muito tempo, inclusive para me alimentar direito. Almoçava quando dava. Se houvesse tempo eu comia alguma coisa no meio do dia. Me sustentava a base de lanches em horário sempre diferentes. Era viciado em tody e coca-cola. Aliás sentia até dependência de coca-cola. Não consegui passar 1 dia sem tomar uma latinha. Arroz e feijão era só em casa quando ficava pra jantar. As vezes a refeição que me sustentava durante a madrugada era uma caixa de nugtes fritos com batatas fritas e lógico um copo entupido de gelo e... coca-cola.

E mais uma vez tenho o que agradecer ao parkinson...

Depois do meu diagnóstico em que comecei a querer mudar minha qualidade de vida, pois tenho em mente que devemos aproveitar o máximo possível para lutarmos contra a maré e a melhora do dia a dia retardam os sintomas, comecei a me exercitar. Mas só isso não ia adiantar. Se o meu objetivo era melhorar a qualidade de minha saúde tinha que mudar meus hábitos alimentares. Resolvi procurar uma nutricionista. E foi a melhor coisa que eu fiz.

Voce pode estar pensando: Mas eu não preciso regrar minha comida. Eu não tenho sobrepeso. Só me faltava essa, tremo e ainda tenho que parar de comer o que eu gosto.

Não é isso. As pessoas têm uma idéia errônea que nutricionista é recomendado para pessoas com sobrepeso ou tendência a tal. Eu vou na nutricionista e como de tudo. Não tenho restrição a nada. Mas agora eu sei a maneira correta de fazê-lo. Eu quando fui na nutricionista pesava 56 kilos. Eu era o que muitos chamavam de "sortudo" pois comia de tudo mas não engordava 1 grama. As vezes tinha impressão que quanto mais comia mais emagrecia. Agora imaginem, um homem de 1.82 de altura com 56 kilos. Eu parecia um boneco de Olinda.

Eu fui na nutricionista pois estava iniciando atividades físicas e queria me alimentar bem, queria ter uma alimentação saudável. Caros, não adianta fazer exercícios físicos diariamente e não se alimentar de forma correta. Um depende do outro. São partes de um mesmo objetivo. você nào conseguirá um corpo saudável sem uma alimentacào correta.

Engordei 20 kilos em 10 meses comendo de forma saudável. E isso refletiu no meu humor, na minha disposição, no meu condicionamento físico e mental e vários outros problemas gastros que tinha que não apareceram mais.

Existem vários estudos e livros que mostram que podem existir alimentos que ajudam a lidar com certas doenças. Nào sei se isso é o caso do parkinson mas de alguma maneira é benéfico para todos.

Para quem acha que se for no nutricionista comerá menos, voces se enganam. Lógico, os "hábitos" alimentares mudarão (para melhor) mas voce concerteza não passará fome.

O que eu quero dizer é que temos de dar qualidade a nossa vida, a hora é agora. Não espere sempre a segunda-feira que vêm. Não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar. Melhorar a qualidade de vida em pequenas coisas, nesse caso a alimentação, somará mais benefícios para lidarmos com a doença.

Voce já ouviu falar que "você é o que você come?"      

...Acredite nisso!!!




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