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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Adapte-se: O que aprendi...

     Quando eu tinha 13 anos decidi a aprender a tocar violão. Fiquei impressionado quando fui em uma roda de violão de amigos (mais velhos) na praça do papa e o centro das atenções era o cara que tocava. Pensei: Também quero essa fama.
 
     No outro dia comprei um violão e comprei umas revistinhas de músicas populares. Resolvi aprender sozinho. Lembro que a primeira música que tentei tocar insistentemente foi "Fio de cabelo". Tive uma dificuldade enorme para aprender. Mas com muito treino consegui em 6 meses tocar bem.
     Tocava todo o tipo de música, de sertanejo a rock mas principalmente pop rock dos anos 80 como Paralamas, Legião, RPM, Engenheiros e etc, mas em especial Legião.

     Conseguia tocar todas as músicas em todos os formatos possíveis e com arranjo original. Treinava horas e horas por dia. Naquele idade eu tinha tempo e com o passar dos anos a paixão pelo violão continuava mas a intensidade diminuiu devido a falta dele. O ato de tocar um instrumento musical (quem toca sabe o que estou dizendo) é praticamente uma terapia e relaxamento. Quando voce chega do trabalho ou tem um tempo vago é sempre prazeroso dedicar alguns momentos para a música.
     Quando fui diagnosticado com Parkinson ainda não tinha muitos problemas em tocar, mas depois de algum tempo comecei a perder cordenação da mão esquerda, justamente a mão que define as notas.
     Comecei a tocar apenas quando estava muito, muito bem.de coordenação. Muitas vezes passava por ele querendo tocar mas com receio de passar raiva.
      Um dia de tanta dificuldade em trocar a mão de posição para mudar as notas, quebrei o violão. Foi aí que decidir parar. Desisti.
     Não queria mais tocar. Mesmo porque se ainda conseguisse, como sou extremamente tímido,. se tocasse para um grande número de pessoas o meu nervosismo desencadearia uma tremedeira que possivelmente o violão não ficaria no meu colo.
     Um certo dia indo para o trabalho com o meu carro comecei a ouvir uma música medieval. É isso mesmo pessoal, não sei porque mas gosto de música medieval instrumental. Sou apaixonado por essa época. Fiquei fascinado com a clareza com que cada instrumento se destinguia principalmente o som que vinha de uma possível pandeirola.
     Dias depois estava na praia, debaixo de um quiosque quando ao meu lado um grupo de 5 amigos possuindo 2 violões e uma meia lua começam a tocar vários tipos de música, de POP a pagode. Era um acústico bem amador mas o som da meia lua deixou o som muito diferente, mais rico. Foi aí que acordei: Porque não comprar uma meia lua? É fácil de aprender, acompanha um violão e dá um som muito melhor em uma roda de amigos além é claro que eu posso tremer a vontade que isso vai fazer parte do ritmo. Ninguém vai perceber.
     Ainda toco violão, lógico, com menos frequencia mas a minha paixão é outra agora. O que aprendi?
Adapte-se.

     Não fique focado na tristeza de não conseguir fazer algo e sim em outras formas de direcionar o seu bem estar. Na evolução do mundo, aquele que se adaptou melhor, sobreviveu. Espero que com o Parkinson seja assim também.

Abraços.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Levando choque

Amigos,

     Trabalho com Tecnologia da Informação e fui dar apoio em uma feira em que minha empresa estava participando. O objetivo era conferir se a estrutura estava OK
.
     No estande em que eu estava tinha um pequeno armário de mais ou menos 1 metro e meio de altura e ele estava encostado embaixo de uma TV de LCD fixada na parede. Esse armário dava suporte ao notebook que projeta na TV.

     Em um certo momento a projeção parou e eu curioso fui atraz do armário para ver se os cabos tinham desconectado. Quando estava agachado e de costas para o publico, mexendo no notebook, uma senhora chegou pra mim e perguntou: "Voce tomou choque"?

     Rindo disse que não, não havia levado choque e estava tudo bem!!!

     Talvez situações como essa nos deixe triste ou constrangidos, mas temos de saber seguir em frente. Precisamos rir de nós mesmos para lidar com o nosso dia a dia.

Abraços.

Amor e outras drogas

Caros amigos,

Hoje assisti em minha casa um filme de nome: "Amor e outras drogas". O filme é relativamento novo (2010) e talvez até já seje bem conhecido nos meios parkinsonianos mas eu não conhecia.
Tratat-se de um mulherengo que durante o desenrolar da história se apaixona por uma portadora de Parkinson. Algumas questões são tratadas mais superficialmente. Mas eu acho que compensa sim ver o filme.

Título original: (Love & Other Drugs)
Lançamento: 2010 (EUA)
Direção: Edward Zwick
Atores: Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Oliver Platt, Hank Azaria.
Duração: 113 min
Gênero: Comédia Romântica

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"Não preciso de modelos. Não preciso de heróis. Eu tenho meus amigos".

Hoje muitas pessoas se escondem por traz das redes sociais. Não que eu seja contra as redes sociais, de maneira alguma, pois seria totalmen...