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Viver ou sobreviver?

Voltando para a residencia onde me encontrava hospedado em uma de minhas visitas a BH tive a necessidade de utilizar o metrô. Fazia muitos anos que eu não o utilizava. Desde minha época de 2º grau durante alguns anos de trabalho onde diariamente o pegava.

Naquela época  por fazer parte da grande massa de pessoas com deficit em tempo não me  identificava com a participação que tinha no desespero da massa. Quando fazemos parte de uma rotina não reparamos o quanto o tempo é curto para nós e o quando pequenas coisas não fazem a menor diferença.
Sobrevivia.
Digo “sobrevivia” pois como o dia a dia da nossa grande massa de trabalhadores me encontrava apressado correndo de um metrô para o outro, de um ônibus para o outro, sempre em passos largos, afoito, com respiração ofegante, olhando constantemente para o relógio, contando os minutos para sair do ônibus e entrar no metrô. Não olhava pro lado,  apenas olhar fixo no próximo obstáculo. Se aparecesse alguém conhecido do meu lado eu não reparari…

"Eu fico com a pureza da resposta das crianças..."

É impressionante é a como é lindo a sinceridade e espontaneidade das belas crianças que encontramos no nosso caminhar diário.
Mas tenho um problema com crianças. Tudo bem, tudo bem. Voces devem pensar: Que homem mais ranzinza. Mas este não é o caso. Amo crianças, tenho uma sobrinha incrível e pretendo ter uma família com no mínimo 3 filhos. Me dou muito bem com eles em qualquer idade e também gosto muito. Mas ultimamente andei reparando que esse pequeno ser sincero e espontaneo ultrapassa todos os limites da clareza.
No meu caso em relação ao Parkinson a questão é muito simples. Toda a criança, eu digo, toda a criança tem um sensor altamente aguçado para perceber o mínimo possível de tremor. Eu costumo chamá-los de TanderCats, pois os pequenos gafanhotos possuem "visão além do alcance". Quando voce está bem, se sentindo confiante, sem nenhum tremor aparente me aparece uma criança do nada e diz: Tio, porque voce tá tremendo? Tá passando mal?
Uma coisa é certa, se eu não esta…