domingo, 3 de agosto de 2014

Viveremos entre monstros da nossa própria criação...

Lembro quando minha mãe me levava no cinema. Meu pai não ficava em casa durante a semana pois trabalha viajando. Trabalhava como engenheiro agronomo. Perdi-o quando eu tinha 13 anos mas só fui entender a sua falta muitos anos depois. 

Minha mãe, memso durante o meu pai em vida,  fazia os dois papeis. Cuidou praticamente de toda a família até irem embora. Hoje faz o que merere. Hoje faz o que já deviai ter feito a muito, que é cuidar de si mesma, viver para ela. Agora é o merecido descanso. 

Mudou-se para Santa Cruz de Cabrália, um lugar paradisiado onde mora também meu irmão Hugo e minha cunhada Lilian.. Amo muito toda minha família mas sinto tanto por não  demonstrar sempre isso.
Sempre tive o apoio de todos quando precisei. Sempre estiveram do meu lado. E nunca me julgaram pela minha pessoa, sempre foram justos com as minhas atitudes.

Bem, voltando ao início da história, lembro quando minha mãe me levava no cinema que ficava no centro de Belo Horizonte, Minha mãe nunca gostava de dirigir no centro de BH e mesmmo porque o centro não era tão seguro quanto é hoje, acreditem!!! Iamos ver filmes de Xuxa contra o baixo astral,  os trapalhões, Detetive Faustão e o malandro, e quando saia do cinema ainda ganhava aquele album de figurinhas para colecionar cenas do filme. 

Saíamos do filme e sempre íamos em uma lanchonete, que para mim naquela época era imensa, e eu sempre pedia a mesma coisa. Torta de chocolate. E minha mãe sempre pedia o "filhóses de ovos" uma receita originalmente portuguesa.. Depois voltáva-mos de onibus para casa.

E tenho muitas outras lembranças boas. Minha mãe sempre me ajudava a escolher meus óculos ( uso óculos desde os 5 anos de idade) e sempre escolhia os óculos maiores, por coincidencia esses grandes que estão sendo usados hoje. O que talvez me vêm a cabeça é que ela estava prevendo que aquilo fosse moda 25 anos depois. Mas, tudo bem.

Lembro que estudava no pré-primario, numa escola chamada casinha feliz.  Tinhamos uma empregada que chamava Valdeci. Lembro dela em parte da minha infància. Era viciada em música. Parecia que estava sempre no, "qual é a música", porque qualquer palavra que alguém falava ela tinha uma música como referência. As vezes eu achava que ia aparecer o Paolo diante de mim.

Ela ia me buscar na escolinha, e tinha dias que ela chegava na escola, me pagava pela mão e dizia: Hoje tem surpresa!!!!   E de duas uma: Ou era o meu pai que tinha chegado de viagem ou era bolo de chocolate. E íamos embora ao som de  "Fuscão preto" que ela sempre gostava de cantar. Bobo, simples, mas era mu sentimento muito bom.

As vezes chegava em casa e meu pai estava deitado  na cama, descansando, vendo TV. Uma TV Semp Toshiba in line, de 9 polegadas que ficava na cabeceira da cama.. Eu chegava, ele me punha na frente dele deitado e abria uma das tabletes de chocolate garoto e ficávamos ali comendo e vendo TV. 

Guardo essa TV até hoje.

Minha mãe me deu muita liberdade na miinha infância. Ela sabia que eu tinha de viver a infancia. Era outra época. Mas também era correta com os estudos. Tinha de tirar algum tempo para estudar, mesmo que não fosse preciso. Mas quando eu ficava vendo TV em casa ela dizia: Desliga essa televisão e vai brincar lá fora com os seus  amigos. Vai jogar bola, fazer alguma coisa.

Antes também tinhamos (arcaicos) video games. Mas o futebol de rua, com o asfalto marcado de tijolo de construção, o derrutar lata, dois toques, volei, rouba bandeira, mamaezinha da rua, tira bosta, pique esconde, e outras que inventávamos com os dias.

Voces devem estar se perguntando: Tá, tudo bem, mas o que isso tem a ver  com o parkinson.

Lembro daqueles passeios simples, tinham um gosto diferente para mim. A nostalgia desse tempo me faz querer estar sempre perto dos meus"entes queridos", 

O parkinson me truxe esssa boa nostalgia, essa conexão com a minha infância. Voce redescobrir de onde veio para saber para onde está indo. 

O parkinson me ajudou a dar valor a quem te ama e a amar a quem não te dá valor. E o mais importante: Não levar a vida a sério. Não por uma base de inresponsabilidade e sim por motivo de que não vale a pena sofrer por coisas pequenas.Sempre haverá uma saída.

Não deixe coisas pequenas interferirem no seu humor. Não deixe problemas que fogem de seu controle e não cabe a voce resolvê-los te deixar desanimados. Por mais que a situação esteja difícil saibe que o sol sempre vai voltar amanhã. Saiba que pessoas que dependem da sua força e que o mundo não para de girar para que voce reuna os cacos e recomece.

Não leve a vida a sério, pergunte-se: O que esse problema será para miim daqui a 5 ou 10 anos? Eu estarei rindo disso? Então, porque não rir disso agora?

Não leve a vida a sério, pergunte-se: Se eu estiver diante a morte, que importancia terá os problemas que eu estava preocupado a 1 dia atraz?

Leve apenas uma coisa a sério: Deixe as pessoas que voce ama saber que voce as ama. Deixe isso claro de alto e bom som. Repita isso sempre que possivel para que seja sempre demostrado o amor que voce sente por elas.

Termino, citando uma música de Garth Brooks:

If tomorrow never comes
Will she know how much I loved her
Did I try in every way to show her every day
That she's my only one
And if my time on earth were through
And she must face the world without me
Is the love I gave her in the past
Gonna be enough to last
If tomorrow never comes

'Cause I've lost loved ones in my life
Who never knew how much I loved them
Now I live with the regret
That my true feelings for them never were revealed
So I made a promise to myself
To say each day how much she means to me
And avoid that circumstance
Where there's no second chance to tell her how I feel


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Um por todos...

Quando eu tinha 15 anos resolvi fazer um curso de datilografia. Isso mesmo meus queridos, datilografia. Sou desse tempo. Em uma pequena escola do bairro com duas pequenas salas. Compunha-se de 2 andares. Ao subir as escadas que levavam ao andar superior já se avistava aquelas mesas e cada um com a sua máquina de datilografar. Máquinas essas que você tinha de apertar o botão rígida e profundamente para que o mecanismo de aço movimentasse uma espécie de carimbo talhada em forma da letra escolhida, na qual você apertara e a mesma pressionava uma fita embebida de tinha preta e marcava a página. 

Fiz durante 4 meses o curso intensivo Plus de datilografia quando um certo dia cheguei no curso e a professora me falou:

- Rui, voce passou!!! Voce agora vai treinar na máquina digital.

Hooooooooooooooooooooooo

Fiquei impressionado, com os olhos radiantes.Estava agora com uma máquina de datilografar digital. Era uma arma em minhas mãos...heheehheh.

Mas eu era um adolescente muito dedicado. Na verdade eu me achava um lobisomen juvenil. (Se bem que hoje ainda me considero, um pouco mais velho, claro) mas isso é  uma história para outro dia. Quando começava alguma coisa tinha que fazer o melhor possível. Em pouco mais de 12 meses conseguia digitar mais de 450 toques por minuto sem olhar para o teclado ou para o vídeo e com apenas 3 erros.

Depois comecei a trabalhar digitando tarefas escolares para os outros. A internet começara e ainda não havia o google com tamanho banco de dados que hoje possui, então, era necessário que os trabalhos fossem pesquisados na biblioteca e levado para um digitador fazer os trabalhos, no caso eu. Conseguia tirar uns trocados com isso. Ficava até altas horas da madrugada digitando trabalhos alheios. Mas era bom,

Mas toda essa história é porque me perguntaram porque muitas das minhas mensagens de texto vem com caracteres repetidos. Por exemplo, quando escrevo alguma coisa na correria ou estou em dias ruins assssss mmmeennsagenssss saemmmm mmais ouuuu menosss asssim.

E na ânsia de responder a mensagem,  os meus dedos começam a ter vontade própria. E fazem uma confusão onde estão. É verdade. Se eu estiver no celular repetem várias letras, enviam mensagens sem terminar, deletam escritas e quando estou no notebook para apenas digitar umas duas frases os meus dedos se revoltam, criam um motim, fazem a sua anarquia e fecham as telas, abrem programas, adicionam barras de ferramentas...         mas enviar o email que eu preciso, isso eles não fazem.

Dessa forma tem dias que eu nem arrisco digitar no notebook para não passar raiva ou constrangimento.
Estou falando constrangimento pois as vezes a "mãozinha aqui da familia Adams" resolve fazer tudo por conta própria. Certo dia ao enviar o endereço de entrega que deveria ser:

- Rua Robertson Pinto Coelho

o endereço foi como:

- Roberrrttssonn Piinto n cu lho

Lógico, hoje mesmo estou com a medicação em dia e minha coordenação está legal. Posso digitar com prazer. Gosto quando isso acontece porque me dá prazer quando o meus dedos acompanham o meu raciocínio.

Então uma dica:
- Se você em algum dia não estiver bem, não arrisque a fazer coisas que você sabe que vão dar errado. Não procure se chatear, se entristecer.

Uma coisa amigos, é você enfrentar os problemas e outra bem diferente é você não se adaptar a realidade. Então conheça a sua realidade. E eu não vou dizer para você se adaptar a sua realidade e sim a sua realizada se adaptar a você, mas com bom senso e sabedoria, sabendo que se existe algum limite eles são superados aos poucos.

Seja determinado mas saiba perder com classe e se atreva pois a vida é muito para ser insignificante.

Mas não se esqueçam: leiam o email antes de enviá-lo. Essa sim é uma boa dica.

Abraços.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A ordem do caos

Quando me vejo em situações como ocorrera no aeroporto em uma de minhas viagens me lembro da frase de Platão que diz: "Não é permitido irritar-nos com a verdade".

Oque aconteceu no aeroporto? Você está se perguntando. Melhor, Você está "me" perguntando.

É sabido de todos os que possuem parkinson, acredito que não sou unanimidade, de que quando estamos ansiosos ou ficamos timidos ou estamos com vergonha de algo, o tremor e a falta de coordenação aparecem subtamente. Os remédios podem estar em dia, voce pode estar super tranquilo e relaxado e todos os sintomas inexistentes, mas basta apenas uma situação constrangedora para tudo vir a tona, pelo menos no meu caso.

Confesso que ainda estou aprendendo a lidar com essas situações, a controlar a minha timidez. A não ficar ansioso quando acho que tem alguém me observando.

Alguém me observando... Essa é uma questão muito peculiar. Sempre quando um tremor acontece ou uma lentidão e falta de coordenação é perceptível fico observando se tem alguém me vigiando. É impressionante como sempre tem alguém fitando-me quando submerge algum sintoma. E quando percebo que o observador continua fixo, é nesse momento que fico mais nervoso e meus tremores viram uma metralhadora incansável. E quanto mais penso em controlar mais ele fica incontrolável.

Mas Rui, voce tem vergonha da doença? Não é isso que voce diz nas suas últimas histórias.

Não amigos, não tenho vergonha da doença. O que tenho é uma inexplicável aversão as pessoas que perguntam se "voce está passando mal", se eu quero "me sentar", se "eu preciso de ajuda". Mas não é o sentimento de carinho, preocupação e de solidariedade que deixam assim, mesmo porque gosto desses sentimentos, e sim o sentimento de pena que aflora em alguns quando digo que possuo parkinson.

Como já disse não possuo problemas nenhum em dizer sobre a doença mas quando a pessoa faz uma cara de "coitadinho", isso me deixa sem palavras. Não posso julgar ou evitar, é uma reação inconciente do nosso próximo.

Já notaram que quando voce encontra alguém conhecido que já sabe que voce possui parkinson ou ficou sabendo por outrem, essa pessoa já saúda voce olhando fixamente para o seu braço? E nas conversas subsequentes sempre dá uma olhadinha para baixo para observar se vai notar alguma coisa diferente. E eu fico pensando o que esta pessoa está querendo. Deve estar pensando: "Treme, treme, treme"... transparecendo que está torcendo para ver algum sintoma.

Em uma de minhas andanças uma linda e querida senhora percebeu o meu tremor e perguntou:

- Voce está passando mal?
Não. Disse eu, porque?
- Porque voce está tremendo?
Eu tenho parkinson, respondi.
- Coitadinho, disse a linda e simpática velhinha com uma feição de vô querendo abraçar o seu netinho e com um sorrriso que diminuia lentamente.
E eu disse:
A senhora quer me levar pra casa e me colocar na sua varanda?
Rimos juntos.

Bem, volltando ao assunto inicial estava eu no aeroporto na máquina de raio X. Não sei o que acontece comigo mas quando tenho que colocar todas as minhas coisas naquela esteira me dá uma sensação que todos estão me observando e então meus sintomas aparecem. O relógio fica difícil de tirar, o tenis também e se o detector de metais apitar aí "braços pra que te quero." Tenho que fazer um esforço para não deixar que meus movimentos involuntários me atrapalhem nessa passagem.

Não há motivos para isso, eu sei. Não existe problema nenhum. Mas normalmente isso acontece quando eu estou com a medicação fora do horário ou já estou ansioso por outra coisa. Juntando o fator esteira o problema se complica.

Nessa ocasião, a pessoal da esteira visualizando o meu nervosismo pediu para abrir a mala que estava levando na mão. Não tinha nada de especial dentro dela mas a funcionária do aeroporto, estranhando e claramente inventando uma desculpa de que possuia um líquido impróprio pediu para visualizar tudo o que estava dentro. Perguntei:

- O que voce está procurando? (Sendo simpático no intuito de ajudar)
Um liquido, disse ela.
- A única coisa que tenho aqui líquido, como a senhora pode ver, é o meu óleo para o rosto. Voce acha realmente que eu sequestraria um avião com 180 passageiros mais a tripulação e renderia o piloto com o meu perigoso e mortal óleo de aloe vera Jequiti para o rosto? Perguntei.
Ela rindo, disse:
- Não, pode passar senhorrrrrr... (e esperou que eu completasse a frase com o meu nome)
E eu disse:
- Muhammade Ali.

Amigos, existem situações que não podemos evitar e sabemos que vamos passar por isso sempre. Não adianta reclamar, ou invocar o mal ou soltar injurias ou praguejar em tais situaçoes. Vamos ter que enfrentá-las sempre. Então temos que saber lidar com a situação com antecedencia. Salomão já dizia: "O sábio vê a calamidade e passa a esconder-se". No caso, esconder aqui é se precaver de tal situação.

Hoje quando vou ao aeroporto já levo na mão uma bolsa com todos os meus objetos, dinheiro, papeis que estavam no bolso, moedas. Já tiro o relógio com antecedencia e coloco nessa bolsa juntamente com óculos de sol. Tudo pra chegar na esteira e não ter que ficar tirando tudo dos bolsos da calça e da camisa. Apenas pego a bolsa e mando para o raio X, sem estress e sem problemas.

Não evite a situação, não se anu-le. Apenas aprenda a lidar com elas a sua maneira.
Não é porque certas coisas são difíceis que nós não ousamos. É justamente porque não ousamos que tais coisas se tornam difíceis.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Aos vencedores, os despojos!!!

Tenho um colega que sempre reclama comigo de como o serviço publico no "Brasil" é ruim. Sempre falando de suas filas enormes e na burocracia para conseguir os medicamentos. E sempre relembrando que outros países são melhores e mais humanos do que o nosso.

Ouço atentamente todas as suas observações e reclamações. As vezes acho que ele me vê como ouvidoria da presidência da república ou do Ministério da Saúde.

Em nosso último contato comecei a questioná-lo:
- Meu amigo, você teve algum problema em pegar os seus remédios? Teve algum que você não conseguiu?
- Não Rui, todos eu consegui.
- Então não existe motivos para reclamar dos medicamentos, comentei. E outra a burocracia se faz necessária. Se pensar um pouco vai verificar que é preciso comprovar pro governo que voce precisa, pois podem existir várias fraudes.

Essa situação é parecida quando ligamos no 0800 do nosso banco e o atendente nos pede para confirmar várias informações pessoais desde CPF, endereço até o nome do bichinho de estimação da nossa ex-namorada (exagero). Muitas pessoas não tem a paciência de informar tudo isso, mas pense no contrário. Se o seu dinheiro fosse usado indevidamente por outra pessoa e você descobrisse que é muito fácil o acesso a sua conta, você também estaria reclamando por falta de segurança por parte do banco. Quer dizer, sempre pensamos apenas do nosso jeito.

Bem, continuando a minha conversa com esse meu colega, perguntei:
- Quanto tempo você fica na fila quando pega medicamentos?
- Em torno de 1:30 normalmente, disse ele.
- Você está reclamando que de suas 720 horas no mes é difícil perder uma hora e meia para conseguir medicamentos de "graça"?
- Já tentou utilizar a Secretaria de Saúde em outro estado Brasileiro?
- Não, respondeu ele.
- Então não pode reclamar de todas as instituições do Brasil correto?
- Quer dizer que você consegue toda sua medicação, demora apenas uma hora e trinta para pegá-la, tem continuidade no recebimento e ainda consegue tirar alguma coisa para reclamar?

Nesse mesmo dia estava na rodoviária e estava em pé na fila do ônibus que ainda não havia chegado ao local. Estava indo para outra cidade na ocasião.

Estava um pouco nervoso e como todos sabem o nervosismo ajuda o nosso amiguinho parkinson a se manisfestar. No meu caso o tremor e perda de um pouco de coordenação.

Alguns minutos depois, fui abordado por um mendigo que por razões obvias me pedira dinheiro, apenas umas moedinhas.

Estava com moedas e alguns papeis no bolso. Enfiei a mão para retirar algumas. Mas como sabemos que "nem tudo são flores" minha falta de coordenação começou a agir. O resultado, consegui pegar apenas uma moeda de 25 centavos. Para não me complicar entreguei a moeda ao pedinte e voltei a colocar a mão no bolso para pegar outra moeda.

Nesse mesmo momento tive uma perspectiva física. Compreendi que o tempo passa mais rápido para você (no caso eu que tenho parkinson) do que a pessoa que está me observando. As vezes como nos acostumamos com os nossos sintomas não percebemos que somos lentos ao olhos de outros. É parecido com a teoria da viajem na velocidade da luz em que o tempo passa mais devagar para o que está viajando do que as outras pessoas. E nesse caso o mendigo estava na velocidade da luz. Tanto é verdade que ele nem esperou eu pegar outra moeda e já foi devolvendo a moeda de 25 centavos que eu havia entregado, finalizando a devolução com os seguintes dizeres:
- 25 centavos eu não preciso não...

Eu sinceramente não sei que sensação eu tive na hora. Foi estranho. Não tive raiva ou outro sentimento negativo. Mas foi uma sensação de incompreensão.

Fiquei pensando: O Brasil teve realmente uma melhora em sua suas classes sociais. Agora até os mendigos possuem um piso em suas contribuições recebidas. Não é só porque o dinheiro é de graça e sem esforço nenhum que pode ser qualquer coisa....Não!!!!!

Talvez em pouco tempo veremos pedinte com carnê, outros com a maquininha da Cielo e até alguns que cobram mensalidade para aquelas pessoas que encontram o mesmo mendigo no seu dia a dia indo para o trabalho e não querem ter o incomodo de fazer o mesmo processo todos os dias.

Depois dessa conversa com meu amigo fiquei pensando em como existem pessoas que possuem uma mente volúvel e depois da situação na rodoviária fiquei pensando em como as pessoas sempre acham motivos para reclamar de tudo. Muitas não são formadoras de opiniões mas apenas seguem a maré.

Esses fatos se comungam para mostrar em como as pessoas nunca estão satisfeitas com o que possuem e não pensam como tem sorte de as tê-las. "O que é demais nunca é o bastante" já dizia Renato Russo.

Quero aproveitar esse blog e ser justo com o serviço que muito utilizo. Gostaria de lembrar que não sou afiliado a nenhum partido político. Não estou defendendo nenhum governo. Só quero reportar aquilo que vejo e que eu vivencio.

Como todo parkinsoniano também obtenho meus medicamentos pela Secretaria da Saúde, no meu caso em Belo Horizonte e não poderia deixar de salientar o como é eficiente este serviço.

Desdes os primeiros passos para a aquisição da medicação fui muito bem atendido por todos na secretaria de saúde de Belo Horizonte. Desde o recepcionista ao farmacêutico. Sempre se esforçando em me ajudar, procurando resolver os problemas e quando não conseguiam me davam toda a atenção para me instruir a resolver.

Lógico, por se tratar da Secretaria de Saúde é evidente que em vários momentos se apresentam cheios de pessoas que também possuem o meu mesmo objetivo. Mas mesmo quando o local está com sua capacidade lotada os recepcionistas, enfermeiros sempre me atenderam muito bem.

Quando tive problemas com a minha medicação roubada (acreditem roubaram minha medicação) ou quando eu tive que utilizar medicamentos a mais, os responsáveis na Secretaria de Saúde de Belo Horizonte faziam questão de me ouvir e buscavam soluções (mesmo não sendo obrigados a me atender). Antes de qualquer ação sempre me perguntam se eu tenho medicação suficiente, se eles podiam me ajudar de qualquer forma...

Albert Einstein dizia que:
Só há duas maneiras de viver a vida:
A primeira é vivê-la como se os milagres não existissem,
A segunda é vivê-la como se TUDO fosse um milagre! 

Abraços.