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Mostrando postagens de Setembro, 2016

Um Barco a Motor precisa usar os Remos?

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Quando mudamos nos tornamos mais fortes. 
Essa é uma verdade que eu sempre discursei mesmo antes do aparecimento do Parkinson. 
Eu acredito fielmente que toda a mudança é pra melhor. Sim, exatamente. 
Mas, talvez alguns de meus leitores deve  estar pensando:
- Hátá, nem toda a mudança é pra melhor. 
Quando digo que toda mudança é para melhor, na questão pessoal nos tornamos melhor em crescimento, madurez, sabedoria. Sempre, todas as mudanças, nos fortalece. Por isso, vou ainda mais longe: Toda a mudança é para melhor. Como disse Darwin: Sobrevivem apenas aqueles que se adaptam-se a mudanças.
Quando nos confrontamos com situações difíceis ou somos atingidos pelos reverses da vida, temos a tendência de aceitar a situação e continuar em frente. As vezes, enfrentando uma depressão ou mesmo fingindo e não reagindo ao problema que te corroí.
É isso que temos de fazer. Quanto antes nos adaptarmos as mudanças mais será fácil de evoluirmos para o próximo estágio da nossa vida. Se você foi diagnosticad…

Não sou mais criança... a ponto de saber tudo!!!

Existe no mundo parkinsoniano que a maioria das pessoas não entendem. Quando tive os primeiros sintomas que é tremor leve em um dos membros, boca sempre entreaberta, lentidão ao se movimentar entre outros sintomas que não são assintomáticos.
Um dos sintomas mais curioso que estou tendo é o movimento involuntário da face. Simplesmente isso. Você começa a falar e subitamente vou rosto repuxa. E nãó é um repuxado qualquer não, é um repuxão que até sua cabeça balança. Consequentemente a sua frase vem com aquele som do repuxão.
Comecei a pesquisar quando é que esses repuxões na face se tornavam aparentes e percebi que poderia ser por dois motivos. Ou era a medicação fraca ou era a ansiedade. Acabei descobrindo que era os dois. 
Cuidado com a medicação. Ela é importantíssima. Tem que ser usada. 
Não me venha com a "historinha" de que você não quer atingir o seu estomago com tanto remédio, ou que esses remédios fazem mal para a cabeça ou que são simplesmente produtos  que origina…

Não quero lembrar que eu minto também

NÃO!!! NÃO!!! Não é ai tio Rui!!!
Eu estou aqui!!!`
Por um momento fiquei paralisado procurando e esperando que alguém fosse me atacar.
Em meio a uma estação de verão que passara na casa do meu irmão, que na época morava em Guarapari.
Sim, sim, sim. Eu  sei que vocês vão falar que é praia dos mineiros. Mas isso não é totalmente verdade. Mas confesso que 3 dos meus vizinhos que há muito tempo não vejo na rua, consegui, em Guarapari, conversar com eles durante horas.
Normalmente acordo cedo, por volta das 06 da manhã. Aproveito que estou na casa do meu irmão e vou malhar um pouco. Como no bairro não havia academias comecei com exercícios em casa mesmo.  Por fim, encontrei uma academia a ceu aberto bem na orla da praia com os pesos, barrar e alteres feitos com cimento.
Era totalmente bruto e rustico mas sinceramente: Funcionavam
Eram ótimos para a musculação. Nada mal por ser a beira de praia.
Nesse dia fui na praia com minha sobrinha. Ela tinha uns 10 anos, mas era uma loirinha de olh…

Nada mais vai me ferir.

Não possuo hãbito de ler as bulas dos remédios que eu tomo. Não acredito em todas as coisas que estão escrita neste papel. Não é que eu duvide da reação ou da utilização dos medicamentos. Mas  também acredito muito no efeito placebo. 
Você pega a bula, lê-a e vai principalmente no assunto “ efeitos colaterais” onde você fica abismado achando que todos aqueles efeitos colaterais vão acontecer com você. E nossa mente acaba trabalhando com a sua preocupação e tendenciando a você sofrer daquilo que você acha  que vai sofrer. A mente é um sistema absurdo.
Os efeitos colaterais de remédios são tão expansivos que acho que eles colocam na bula todas os efeitos possíveis e imagináveis porque se ocorrer algum deles com alguém a farmaceuteca estará resguardada.
Porque estou falando de descrições de bula? 
Bem, porque estive no shopping semana passada, depois que já tinha recebido o meu salário e estava feliz, pois diferentemente de vários dias do mês, aquele momento eu estava em condições de compr…

Eu rabisco o sol que a chuva apagou

Uma das coisas mais gravadas em minha memória da época da minha infância era a convivência que tinha com a  minha vizinhança. Morávamos em uma rua  sem saída onde proporcionava que brincássemos ao ar livre. O asfalto já era pintado com as marcações de uma quadra de futebol. Mais acima na rua tinha a marcação para vôlei. E assim todos os finais de semana a vizinhança toda saia na rua para brincar, praticar esportes, conversar e ficar a toa.
Era maravilhoso. Sempre tinha alguém que trazia água gelada ou da mangueira para refrescarmos do calor de jogar bola. Quando chegava a noite brincávamos de pique esconde. Quando não tinha nada para fazer, principalmente, para nós que éramos crianças a solução eram duas: ou ver TV ou ir pra rua e conversar com os amigos. Quer dizer, tínhamos vídeo-game e quando eu digo vídeo game quero dizer atari ou micro system com o famaso Sonic. Lógico, o vídeo game não era nada comparado ao que é hoje mas, mesmo assim, não era mais forte do que jogar uma brinc…