quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Não quero lembrar que eu minto também

NÃO!!!
NÃO!!!
Não é ai tio Rui!!!

Eu estou aqui!!!`

Por um momento fiquei paralisado procurando e esperando que alguém fosse me atacar.

Em meio a uma estação de verão que passara na casa do meu irmão, que na época morava em Guarapari.

Sim, sim, sim. Eu  sei que vocês vão falar que é praia dos mineiros. Mas isso não é totalmente verdade. Mas confesso que 3 dos meus vizinhos que há muito tempo não vejo na rua, consegui, em Guarapari, conversar com eles durante horas.

Normalmente acordo cedo, por volta das 06 da manhã. Aproveito que estou na casa do meu irmão e vou malhar um pouco. Como no bairro não havia academias comecei com exercícios em casa mesmo.  Por fim, encontrei uma academia a ceu aberto bem na orla da praia com os pesos, barrar e alteres feitos com cimento.

Era totalmente bruto e rustico mas sinceramente: Funcionavam

Eram ótimos para a musculação. Nada mal por ser a beira de praia.

Nesse dia fui na praia com minha sobrinha. Ela tinha uns 10 anos, mas era uma loirinha de olhos claros. Não tinha como confundi-la. Estávamos curtindo a praia e resolvi malhar um pouco nesse espaço improvisado. Deixei a minha sobrinha brincando na areia e mesmo um pouco afastado ainda fiquei de olho nela. Estava cuidando dela pois o pai estava trabalhando.

Já a alguns 40 minutos de malhação, começa uma ventania forte. A praia já estava ligeiramente ocupada.. Então corri para ver se esteava tudo bem com minha sobrinha.

De longe avisto aquela menina loirinha construindo um castelinho lindo de área. Até me surpreendeu. Fiquei impressionado com a destreza e habilidades que essa pequena criança tinha em construção. Pensei: Vai ser engenheira.

Veno aquela obra prime que deveria ter sido suada e vigorosamente construída, resolvi dar uma de "tio" pensei: Vou chegar lá e pisar no castelinho

Eu sei, eu já sei disso. É maldade. É coisa de tio mesmo, sem noção.  Sei que vocês vão pensar.

Então lá fui eu. Determinado, confiante em destruir o castelinho de minha sobrinha. Andei em passos largos para não dar tempo de virar.  Tomei cuidado para ela não ver eu chegando, então cheguei pela lateral e pisei firme no castelo e derrubei-o. Enquanto pisava na segunda torre do castelo escutava uma voz bem fraquinha, mas com um impacto muito grande, dizendo

NÃO!!!
NÃO!!!
Não é ai tio Rui!!!
Eu estou aqui!!!`

O meu celebro calculou essa informação de uma maneira tão rápida que a criança a qual eu não conhecia em que eu estava destruído o seu castelo nem conseguiu chorar. Saltei do lugar onde estava o castelo e eu e essa criança começamos a procurar os pais dele. Elas para falar o que eu fiz e eu pra fugir.

Corri, desesperadamente,  peguei minha sobrinha pelo braço e disse:

- Vamos embora. Estou passando mal.

- Tá bom tio, eu queria ficar mais, mas eu sei que o senhor está doente.

Eu disse:

- é isso mesmo menina, mas não para de correr!!!

Não sou de sensibilizar os outros com a doença, nunca justifiquei meus atos por causa do parkinson. Mas se voce tiver a oportunidade de utilizar ela a seu favor, utilize. 

Então, corra atras dos seu direitos. Existem na lei várias vantagens e direitos que um portador de parkinson possui. Irei abordar a maioria delas nos próximos posts.

Se voce já carrega a doença, então aproveite o para extrair o máximo de benefícios que voce tem direito.



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