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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

"PARA O SEU GOVERNO, O MEU ESTADO É INDEPENDENTE"

Eu tinha acabado de tomar o meu remédio e estava saindo do shopping. Como sempre, depois de alguns minutos me encontrava muito agitado. E o meu caminhar era uma prova exata do que eu estava falando.

Como estava sem carro naquele dia, voltei de onibus, e para isso tive que ir andando para o ponto. Durante essa minha caminhada notei que ao meu lado passara um carro da polícia. 

Bem, nenhum problema com isso a não ser o fato que eu não me lembrava na hora, mas o meu andar e a minha euforia, não era de uma pessoa tranquila. E no meio desse pensamento avistei o farol de traz do carro da policia acendendo as duas luzes vermelhas. O carro tinha acabado de freiar. Percebi subitamente que isso poderia ter haver comigo, mas respirei fundo, acertei o passo e continuei a minha caminhada. Logo o carro da polícia desaparecera.

Quando estava já no ponto de onibus, passados já 10 minutos, vejo novamente o mesmo carro da policia passando. E na minha inteligencia criminal, encarei-os, pois na minha concepção quem encara não tem nada a esconder, e como eu supunha que eles estavam desconfiando de mim devido ao meu andar eufórico, continuei o meu contato visual com os dois policiais que estavam dentro do veículo.

Foi então que entendi que eu estava completamente enganado.

Quando ainda os observava de longe, o carro parou e calmamente os dois policiais desceram e começaram a andar em minha direação. Foi quando eu pensei:

- Isso não vai ser legal,

Nesse momento já tinha parado de olhar para os policiais a muito tempo, pois já notara a “cagada” que eu tinha feito. Mas já era tarde.

- Mãos para cima e encosta na parede!!! Disse um dos policiais.

- Porque? Retruquei, como se eu pudesse com essa simples pergunta mudar a situação. E mudou?

Não.

Nesse momento, os dois policiais sacam cada um sua arma e apontando para minha cabeça repetem a frase, agora seguidas de palavrões e um tom mais rispido:

- Encosta na parede. P***!!!

O ponto de onibus que estava cheio quando eu tinha chegado lá, instantaneamente, ficou vazio. Todo mundo tinha sumido. A partir desse momento eu mudei de uma simples humano que estava pegando um onibus para uma pessoa “craqueada” que ninguém queria chegar perto. 

Fizeram todas aquelas perguntas de rotina, rápidas, para verificarem se eu ia gaguejar ou talvez iria pensar demais para responder, caso eu estivesse mentindo:

- Nome do seu pai, onde mora, endereço, onde trabalha, quantos anos, identidade, cpf,

Perguntas essas feitas ligeiramente, sem chances de respirar. Mas uma coisas é fato. Quando voce está com duas armas apontadas para sua cabeça, no meio da rua, sinceramente o nome da minha mãe eu não lembraria. Talvez esquecesse o meu próprio nome.

Por sorte, o prolopa estava no meu bolso e quando eles perguntaram que remédio era aquele, eu tive chance de explicar.

Nesses últimos 6 meses passei por um período muito complicado devido a adaptação da medicação. Alguns medicamentos já não estavam fazendo mais efeito e tive que mudar, e com isso vieram os seus efeitos colaterais como já abordei em alguns tópicos anteriores. 

E infelizmente amados, como a doença é particularmente caraterizada pro sua individualidade generalizada, a questão da medicação é tentativa e erro.

Exatamente.  Temos que ir nos adaptando. 

o, não estou dizendo da adaptação medicamentosa, pois só medicamentos se adaptam a nosso organismo, estou querendo dizer que você tem se adaptar na questão de acostumar-se com uma medicação receitada não dar efeito. 

Você deve ter a mente aberta saber que aquilo não deu certo. É hora de voltar para o seu médico e dizer para ele que não está adiantando, que você precisa que ele de outra solução para os seus sintomas.

Procure outros médicos especializados, talvez em outros estados, em outras cidades, médicos conceituados e veja se realmente o que você está usando como medicamentos é o mais indicado para você. 

Lógico, que vai fazer essa avaliação é você. Mas se voce não está satisfeito com os resultados procure outra opinião. Procure sempre um especialista em doença de Parkinson. Discuta com ele. Faça todas as perguntas necessárias e cabíveis. SE você acha que sua pergunta vai ser ridícula, ótimo, pergunte assim mesmo.

As vezes ficamos tão desanimados quando a medicação não está fazendo efeito, que desistimos de continuar tentando. 

NAO faça isso. Não se entregue a morosidade dessa terrível doença.

Durante esses 6 meses angustiantes, fiquei muito lento ao ponto de travar, outras vezes bem, outras vezes com muitas dores, outras vezes sem dormir até que eu cheguei no estado que eu estou agora. Num estado calmo que eu tenho o meu reflexo e coordenação devolta e não estou tão agitado. 

Mas demoraram 6 meses para chegar nisso, passando por dias ruins e outros bons.

Quando eu digo que temos de nos conhecer e falar dos mínimos detalhes do que nos incomoda, penso na última vez que estive na minha médica e no final o da consulta ela disse o seguinte:

- Olha Rui, voce está vendo. Eu estou fazendo tudo ao meu alcance para resolver o problema. Para te ajudar. Eu não estou parada.

Essa frase me deixou um pouco confuso. Pios sentira que ali na minha frente tinha um humano e não um médico. Que também errava e que tinha suas dúvidas apesar de sua experiencia. Essa justificativa em forma de desabafo me deixou um pouco incrédulo e o meu fideismo diminuira um pouco, pois entendi que para chegarmos ao um senso comum temos que mesclar as duas opiniões, médico e paciente.

Todo o parkinsoniano tem que ter o profundo conhecimento de toda a medicação que está tomando e de seus benefícios e malefícios. Nós precisamos conhecer o nosso corpo, o nosso organismo e como tudo isso funciona.

Isso é importante na questão da nossa medicação. É de suma importância em os portadores da doença informar para os seus médicos o que está realmente fazendo efeito e como você está se sentindo talvez naqueles últimos dias ou mesmo com a sua última medicação. 

Por mais que é sabido que o Parkinson é uma doença com características padrões, sei também que é uma doença muito pessoal. Cada um tem certos tipos de sintomas e características diferentes e a forma como você dá importância para tais sintomas serão totalmente individuais.

Procure formas alternativas de lidar com a doença. Procure sempre fazer aquilo que você acha que te faz bem, que te deixa em um estado de espirito sereno e tranquilo.

Por mais que as recomendações para o tratamento de Parkinson sejam padrões, e você deve segui-los, você tem que se entender e saber o que é melhor para você. 

Muitas ortopedistas me informaram que eu devido ao Parkinson não deveria praticar a musculação, que é um tipo de atividade física que pratico desde o começo do meu tratamento.  

Em todos os casos em que fui orientado para parar, eu não parei. 

Porque? Eu estou sendo rebelde? Estou tentando reinventar a roda?

- De maneira alguma.

A explicação dos médicos para realizar esse abandono da atividade é que a musculação deixa os músculos enrijecidos. E como a nossa doença tem a característica de enrijecer a musculatura então chegou-se à conclusão que eu estaria “ajudando” a doença.

E eu, na minha ignorância médica, mas na minha experiência prática digo o seguinte:

- Temos o tremor que é essencial, mas imperceptível. Todos nós temos esse tremor pois é uma forma do cérebro entender que nossa musculatura existe. 

Agora quando falamos no enrijecimento da musculatura devido ao Parkinson, essa característica não é de um enrijecimento muscular, mas de uma paralisação de coordenação. 

A musculação tem como objetivo fortalecer a musculatura. E quando você faz força em um determinado membro e fortalece-o você automaticamente manda uma mensagem para o cérebro dizendo:

- Oi geleia. Eu estou aqui!!! Eu sou o braço, estou vivo. Estou apenas te lembrando.

E acredito que é assim para todos os membros. Da mesma forma como a fisioterapia é de ajuda para muitos, a massagem é essencial para outros, a musculação é primordial para mim. E acredito nisso, até que seja provado o contrário. 

Não há estudos científicos com nenhum grupo de participantes que diga que uma determinada atividade física foi mais prejudicial para uns do que para outros durante um certo período de tempo com dois grupos de pessoas que possuem a doença.

Mas, lembrando sempre, que esta opinião é particular e intransferível. Então o que pode ser bom para mim talvez não seja bom para você.

O resultado disso tudo é o seguinte:

Pratique exercícios físicos, independente de qual seja. Exercite sua musculatura. Diga para o seu cérebro que o resto do corpo está vivo. Tome a medicação no horário correto. Não se acostume com uma situação mais ou menos. Fale com o seu médico o que você sente. Debata com ele, mas lembre-se que ele sabe qual remédio é bom para sua situação. Não tenha mente fechada. Não pense pequeno e ache que não tomar remédios é uma coisa boa, que você é do tipo que não gosta de tomar remédios. Eles foram feitos para isso, para ajudar a resolver problemas químicos, então não seja ignorante nem bitolado.

Além disso, como o velho ditado diz, não exercite apenas o corpo. Exercite a mente. Não deixa sua cabeça vazia. Não faça as mesmas coisas todos os dias. Coloque sua cabeça para funcionar. Jogue xadrez, leia bastante livros, estude coisas diferentes, medite sobre coisas que você nunca parou para pensar, decore poemas, decore uma cena de “Hamlet” de Shakespeare, Aprenda a tocar um instrumento musical. 

Independentemente do que você queira fazer; Faça.

Não fique parado. Não fique a mercê da rotina, do seu dia a dia. Se as coisas estiverem monótonas, mude-as. Somos influenciáveis e por isso temos que tomar cuidado com o que nos rodeia. Não fique à deriva. Mas use o vento a seu favor mesmo que você ainda não saiba onde irá atracar, mas não deixe de se nortear para que não entre num eterno e monótono circulo vicioso da vida.



quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

É a verdade o que assombra, o descanso o que condena, a estupidez o que destrói...

Porque todos nós temos de ser iguais?

Porque as pessoas acham que uma pessoa normal é aquela que se encaixa perfeitamente nos padrões da sociedade? Como se fossemos uma peça de brinquedo de criança onde o triangulo  se encaixa no triangulo, o círculo no círculo e por ai em diante?

Porque que tudo o que não é perfeitamente aprovado pela sociedade ou por sua família ou pelo seu próximo, não é uma questão de personalidade? Porque eu tenho que me importar com as mesmas coisas que outras pessoas se importam? Se valores fossem iguais paras todos,  essa própria palavra não teria sentido.

Isso é o que me decepciona no seres humanos. As pessoas vivem por viver ou sobrevivem e esperam a morte chegar. Melhor, muito não vivem ou sobrevivem, mas sim fazem tudo apenas para adiar a morte.

Eu tenho a convicta certeza de que o que nos enche de vida hoje é justamente a morte. É o medo do fim, do desconhecido, do injusto, do medíocre e são esses fatos em relação a morte que nos dão a plena certeza que temos que viver

Mas muitos hoje se prendem tanto a insignificância de sua existência que se fecham e vivem uma vida fugaz, tosca, pois para eles é assim que o mundo funciona.

Muitos pessoas pensam: Eu não vou mudar as coisas porque as coisas são assim. Eu não vou ser diferente porque não dá certo. Eu não vou me arriscar porque é mais fácil lidar com o certo que é confiável do que se projetar para voos desconhecidos.

E porque?

- Por que somos covardes.

E é essa covardia que nos deixa ter uma vida as vezes tão certa e tão sem sentido.

Muitas pessoas hoje recorrem a remédios para ansiedade, para depressão, para problemas psicológicos que talvez enfrentaram na infância ou enfrentam.

E por favor, não me rotulem como uma pessoa que não gosta de remédios. Amigos, tenho parkinson eu tomo em média 13 comprimidos por dia. E não há ninguém que vai tirar eles de mim.

Depressão é uma doença quimicamente cerebral e precisa ser tratada de maneira química. Isso é fato.
O que eu não concordo é que qualquer problema que a pessoa enfrente, talvez um problema familiar, um problema no trabalho, desemprego, saúde, perda de um ente querido, não importa, não é todo o problema que voce precisa se medicar.

Voce está com um problema com o chefe, pode ser demitida a qualquer momento. O que  voce faz:

Toma remédio para ansiedade ou procura o seu psiquiatra e diz que precisa se acalmar.

Está sendo muito comum esse tipo de reação. Vamos parar e pensar um pouco:

- Se todas vez que tivéssemos um problema fossemos tomar remédio para nos acalmar iríamos andar como zumbis. Todos iguais com a mesma personalidade, com as mesmas feições reativas.

Muitas vezes precisamos enfrentar o problema de cara limpa, com as nossas próprias forças e partir para a resolução.  Sim, eu sei. Voce sente medo, ansiedade e isso pode deixar você um pouco aflito. Mas talvez é isso que vai te motivar, é esse sentimento de medo que vai deixar você mais assertivo e mais ativo.

Você já viu um piloto de formula 1 tomando remédio para ansiedade antes de lidar com uma corrida? Voce já viu um jogador de futebol entrando num estádio numa final com 100 mil pessoas assistindo totalmente prozaqueado? Ou um palestrante antes de entrar no palco, em que a expectativa para sua palestra seja grande ou mesmo um apresentador de TV que já tem anos de televisão,  voce já viu algum deles tomar algumas gotas de calmante? 

Nao. Você não vai ver isso. E sabe porque? 

Se voce perguntar para cada um a resposta vai ser sempre a mesma:

- Precisamos desse medo, precisamos desse frio na barriga, pois do contrário não seremos competentes o suficiente.

Não estou dizendo que nós não devemos procurar ajuda quando há necessidade. O que estou dizendo é que os sentimentos que as vezes queremos afastar são os únicos que vão nos ajudar a resolver os problemas e são os únicos que vão nos dar uma experiência no futuro para sabermos lidar com problemas semelhantes e termos a estrutura pronta para ajudar pessoas que ainda estão construindo seu alicerce psicológico.

Mas não é só isso. Graças ao universo nós somos pessoas de personalidade diferentes. Somos ao mesmo tempo tão parecidos e tão complexos a ponto de não conseguirmos entender o nosso próximo.

Cada um tem sua particularidade, cada um tem sua excentricidade, cada pessoa possui uma característica que nos afasta ou que nos aproxima. É nesse momento que entra o nosso  egoísmo e a nossa falta de empatia, seguidas de uma preguiça de amor ao próximo.

Nossas amizades normalmente são construídas em bases iguais, em sentimentos iguais ou quando as características de uma pessoa são muito parecidas com as sua. E porque isso é mais atrativo?

- A resposta: É mais fácil lidarmos com pessoas que apoiam ou concordam com nossos gostos e prazeres do que saber lidar com pessoas que tem algumas diferenças que talvez não te agrade.

Você pensa: ele é muito gente boa, mas é muito materialista. Ou gostei dele, mas não ando com ele porque ele é muito brincalhão. Não tenho nada contra ele mas as vezes ele é ignorante, ou introspetivo, fala pouco, fala demais, é chato, é feliz, é amigo, é frio, não ouve a gente, não gosta de cerveja, não gosta de sair, sai demais, não gosta de cortar a unha do pé, é desorganizado, é chato na pontualidade, é enrolado.

E eu penso: Isso não é ótimo!!!

Temos a tendência de nos aproximar de pessoas que são parecidas conosco. Porque somos desinteressados em tentar construir uma amizade verdadeira. Somos preguiçosos em tentar entender como lidar com uma pessoa que é diferente de nós. Somos estúpidos ao ponto de achar que certos tipos de comportamento são questionavelmente um motivo para não conhecer melhor a pessoa.

Não quero falar que voce deve ser complacente com as atitudes erradas ou ofensivas de seu próximo, apenas quero que voce entenda que quando um certo pensamento ou atitude da pessoa não for condizente com o que voce "espera" que seja uma reação normal, não julgue, não afaste, não condene. Apenas releve. Somos pessoas diferentes, o modo como eu lido com as minhas amizades, quer eu seja frio, calculista,  e momentos em que estou bem e outro dia nem tanto, não quer dizer que não as amo com tamanha intensidade e força que necessito deles ao meu lado, mesmo que eu não demostre isso. Por isso é tão importante cultivar nossas amizades, e essa palavra cultivar significa dedicar-se, interessar-se, envolver-se. E isso leva tempo.

Temos livre arbítrio, e escolhemos a amizade que queremos. Mas somos tão pobres em espíritos e tão insignificantes moralmente falando que não percebemos que a diferença de personalidade, (e talvez seja algumas características que voce não goste), é o que nos faz crescer. É o que nos faz ser melhores. É o que nos faz ter motivos para sermos liderados, influenciados, corrigidos e enraizar a nossa essência do amor.

Ao invés de fugirmos de amizades que serão muito significantes para nós por causa de um defeito que se apresente, porquê nao apendemos a lidar com nosso próximo? 

- Não adianta.
Ninguém muda.

Vou repetir. Ninguém muda.  Então não pense que sua influencia mudará a pessoa. Isso não vai acontecer.

Aprenda a lidar com os problemas ou defeitos dela e foque em tirar o que ele tem de bom. Todos nós temos nossos defeitos, erros, esquisitices que talvez apenas nós mesmos compreendemos e que não fazemos questão de explicar ou justificar porque são coisas nossas, de nosso próprio intimo. E as pessoas precisam te compreender, correto?

Então, que isso seja reciproco.

As vezes as pessoas são  intituladas loucas por terem certos tipos de atitudes de não condizem com o que você acredita ou uma sociedade dogmática pense que seja uma atitude normal.

Se todos nós tomássemos remédios nos deixar com uma mentalidade que todos dizem ser normal ou com atitudes semelhantes, para que serviria a nossa inigualável personalidade.

Se todos andássemos iguais, com atitudes iguais, com pensamentos iguais, quais as chances de evoluirmos externa e internamente.

Se voce conhecesse o Bill GAttes ou Steve Jobs ou o Elvis, Mickel Jakson em plena erá criativa voce provavelmente falaria que seriam loucos, que precisariam de tratamento psiquiátrico pois as atitudes ou pensamentos e também excentricidades não condiziam com que você ou qualquer outra pessoa que se intitula normal se encaixava.

E essas e outras pessoas foram lendas e mitos porque se destacaram, porque foram o demencial na multidão. Pensaram o que nunca ninguém tinha pensado, agiram sem pensar, foram de certo modo inconsequentes, não deixaram ser guiados por pensamento rotineiros e vazios. São pessoas que fizeram a diferença.

E hoje eu vejo como o mundo está cheio de pessoas que se dizem "normais" e que estão julgando outras por suas atitudes e não percebem que para voce ter equilíbrio é preciso e é necessário ter um pouco de insanidade. Por isso acredito que vivemos num mundo de loucos, pessoas loucas que acham que a normalidade é um efeito benéfico de seguir um caminho padrão, com começo, meio e fim, sem nenhuma novidade, sem muitas expectativas, apenas no instinto de sobrevivência.

As vezes acho que cada um devia passar pela experiência de se internar pelo menos uma semana numa clinica psiquiátrica, pois acredito que muitos que estão lá (evidentemente não todos) ficaram loucos pois entenderam como esse mundo funciona. E quando a gente entende como esse mundo funciona, como é que voce pode manter a sanidade.

Quando tenho que enfrentar um problema, uma situação difícil,  gosto de lembrar do episódio do filme "O amor é contagioso".

Logo no começo quando o personagem do ator Robin Willians (Patch Adams) se interna numa clinica psiquiátrica  e descobre que o seu dom é na verdade ajudar as outras pessoas.

Um dos internos passa por ele e na sua maluquice pergunta mostrando os 4 dedos de sua mão:

- Quantos dedos tem aqui?

E abrindo a mão repete umas duas ou três vezes a mesma pergunta.

E o personagem do Robin Willinan responde:

- 4 dedos

- Homem tolo, retruca  o velho, e sai reclamando e andando para outro local.

Quando o personagem, Patch, descobre que sua vocação é ser médico  imediatamente pede sua própria alta. Mas um pouco antes de ir embora o Sr. (dos 4 dedos)  novamente passa por ele com a mão erguida e com os 4 dedos levantados , perguntando?

-  Quantos dedos tem aqui?

Dessa vez Patch presta mais atenção, pois descobrira recentemente que esse Sr. é na verdade um empresário bilionário, e tentando em seu pensamento limitado entender aquelo belo homem ,novamente responde:

 - 4

E o velho diz?

- Não meu amigo, olhe ALÉM DO PROBLEMA!!!

Nesse momento o personagem desfoca o olhar, remove o foco os quatro dedos, e quando fazemos isso vemos tudo duplicado e automaticamente os 4 dedos viram 8, e essa é sua resposta. Essa é a resposta correta.

Os dois se contemplam em um grande abraço. O futuro médico tinha entediado a mensagem.

Amados, quando passarem por problemas, veja além dele. Foque na solução. Não fique sobrecarregado pelos motivos, intenções, objetivos, tendências que o problema teve mas se concentre na solução. Ficar remoendo, tentando entender, buscando respostas e "porquês"  não vai adiantar.
Olhe, enxergue e veja além do problema. Se objetive na solução.

Não se apequene, não seja covarde, não deixe que digam que voce não pode, aja diferente, seja diferente, viva a sua vida da melhor maneira possível, persista em fazer o bem, não se acostume com coisas ruins, não seja insensível, diga sim a mudanças, reinvente-se, saia da rotina, ame sem limites, chore, grite e se depois de tudo isso as pessoas apontarem o dedo para voce e disserem que voce é "Louco", simplesmente aceite.

Pois apenas a loucura de nossa existência nos deixará permitir viver e sermos pessoas melhores, e por sabermos que toda a unanimidade é burra, temos que ser loucos para poder compreender, ter e sentir a verdadeira felicidade que nos dá vida e nos mostra o quanto é insensatamente certa e veraz a nossa loucura e quanto é verdadeiro a insanidade do amor.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Baldio é meu terreno e meu (prolopa ou cardidopa)

A disenesia  é um grande efeito colateral do prolopa ou cardidopa. Pelo menos no meu caso.

No momento, costumo tomar esse remédio 6 vezes por dia. E  por enquanto é onde está o grande desafio. 

Nos primeiros 30 minutos o remédio começa a fazer o efeito  e nesse momento que digo a todos que começo a ficar "doidão" . 

A minha agitação é notória, por mais que eu tente disfarçar com todas as minhas forças e respirações e frases "mantras" é perceptível a minha agitação. Fico inquieto. Balançando o corpo. Qualquer um me observa pergunta porque eu estou agitado.

Com essa agitação vem a vontade   de fazer mil coisas ao mesmo tempo, mas não consigo, pois o meu corpo fica tão agitado que qualquer  coisa que tento fazer  não  consigo me concentrar ou  acabo destruindo tudo. Quando fico sentado na minha cadeira no meu escritório pareço um helicóptero  que está  prestes a voar. E sempre que estou assim, lembro de uma música  que uma grande  amiga minha "me deu de presente",  aceitei de coração e achei sensacional. Desculpem meus amigos  parkinsonianos,  espero que não se ofendam com essa brincadeira.  Mas,  presente quando é dado de coração e com carinho não gera ofensa, nem dúvidas, nem rancores pois sabemos que quando existe uma ponte de respeito, carinho, admiração e principalmente cuidado, eu sempre vou valorizar isso.  É uma brincadeira, que de uma forma ou de outra, ameniza a situação ridícula que o prolopa me coloca,  eu sempre vou aceitar.  

Para quem é criança já ouviu várias vezes, para quem é pai já ouviu centenas e se você  apenas gosta de desenho já ouviu milhares. é a musica "EU ME REMEXO MUITO"  do desenho Madagascar. 

Recentemente,   fui na minha neurologista e fiz questão de gravar como eu ficava nos primeiros  minutos depois de usar o prolopa ou o cardidopa. Filmei eu sentado na minha cadeira e  aproveitando a filmagem já programei depois dos 40 segundo de filmagem tocar essa música  no vídeo, nesse momento subo na mesa e começo a dançar. 

Eu sei que vocês  estão perguntando, e a resposta é SIM,  mostrei o vídeo completo para minha médica. 

Em outras histórias detalharei mais os efeitos do prolopa e do cardilopa, gostaria de lembrar um história que aconteceu a pouco dias aqui em uma Lan House, que fica no bairro  Savassi, no centro de Belo Horizonte.

Eu acabara de tomar os meus remédios (prolopa, sifrol, niar) e já se passara 15 minutos mas ainda não sentira o efeito dos remédios. Como precisava acessar a internet e ler meus emails procurei uma lanhouse e encontrei uma pequena papelaria em uma galeria. A lanhouse era, como esperado, de requinte e de bom gosto, mas pequena. 

E uma coisa eu gostaria de lembrar para todos os que tomam prolopa e tem esse efeito colateral:
- Se afastem de lugares pequenos e cheios de coisas que voce possa derrubar. Não entendam isso com conseguo ou aviso, entendam com uma "regra".

Entrei  na papelaria e pedi para ligar o computador para poder acessa a internet. Uma senhora, muito simpática, sorridente e conversativa me levou com uma eduação exemplar ao local onde ficaria sentado e acessaria o computador. Ela aponta para a cadeira. Quando olha e velho que a tela do computador estava dentro de uma prateleira de vidro e que acima, aos lados, estam outras prateleira de vidro cheias de coisas minucionasmente colocadas em seus lugares específicos e mine presentes caros financeiramente falando e que o lugar onde sentara nem lugar para minhas pernas tinham o espaço suficiente (lembrando que tenho 1.83 de altura), logo pensei:

- Isso não vai prestar!!!

E não prestou!!!

Mas como o remédia ainda não estava fazendo o seu efeito esperado e lógico eu seria rápido no meu acesso, sentei com todo a confiança possível e comecei a acessar a internet. 

Dez minutos se passam. E eu na minha confiança peço  a simpática e sorridente senhora uma Coca cola que ela vendia em uma mine geradeirinha da coca que avistara no canto da loja quando chegara.
Abri minha coca cola e comecei a tomar. Passados mais dez minutos, sinto coisas diferentes e penso:
- Começou!!! O espinafre começou a fazer o efeitos. A agitação não é linear, e nem levemente ascendente. é totalmente súbita, é ignorante, é estúpida. É um vulcão que está adormecido em sem nem sequer enviar a fumaça que nos prepara para uma grande momento, simplesmente explode e aí meus amados, controle-se.

Isso mesmo. Falei para mim mesmo. Vou controlar. vou respirar calmamente. Vou cantarolar uma cantiga e me acalmar e continuar meus afazeres. Não vou parar só por causa do remédio. O que eu sou . Um fraco, que é controlado por um remediozinho. Eu sou macho. Eu sou pescoçudo. Eu sou o Sr., do meu destino
então parei. Pensei. respirei. Pensei numa cantiga linda. Balbuciei-a em voz alta. Depois comecie a assobiar. Respirei novamente. Inspirei. Expirei. Inspirei. E ao voltar com a mão no teclado, bato na lata de refrigerante e ela entorna com uma velocidade incrível em cima do teclado, caindo para a maquina que estava no chão e no monitor.

Quando olho para traz a linda senhora agora não parecia tão simpática e nem tão sorridente.  O seu sorriso agora está decaindo, mas ainda era um sorrido. Mas o seu semblante jã não era mais o mesmo.
Pedi desculpas, e a senhora, como dona de um estabelecimento respondeu:

- Não se preocupe!!! Isso acontece. Vou limpar rapidinho.

E eu respondi:

- Olha, vou embora antes que eu estrague mais coisas.

- Não!!! De maneira alguma, pode continuar ai, reponde a senhora, ainda que com suas palavras fossem totalmente contraditórias ao seu sorrido e sua simpátia que com o passar dos minutos decaia.
Mas eu era um cliente. Eu tenho sempre razão, concorda

Mesmo algumas razões são totalmente questionáveis.

Foi quando eu na minha educação em querer ajudar a senhora a limpar o local,  me levantei para poder pegar mais um pano e secar com mais capricho algumas partes que estavam com pequenas marcas, que a linda e simpática senhora não tinha terminado por consideração a não deixar sem graça seu cliente.

Mas foi nesse levantar, que simplismente levanto rápido demais, bato a cabeça na prateleira de cima. A prateleira se desloca, cai e eu na minha agilidade e reflexo (que ianda tenho muito ) a seguro. Aliviado, olha para traz e a senhora com a mão no coração respira aliviado. E foi quando ao olhar para traz e ver essa cena, como se fosse câmera lenta, vejo os olhos da senhora ficarem opacos, o sorrido definitivamente some, o semblante desfalece e eu ainda olhando para traz ouço um barulho:

- PLOAAAAA, TUMMMM, PIZZZZZZ.

Vários e vários presentes caiem no chão, desde presentes de plastico a vidros que quebram com o impacto. O efeito dominó não para por ai. Parte desses presentes caem na prateira de baixo e empurram quase como se fosse um grande balé sincronizado os enfeites e os produtos da outra prateleira para o chão.

Eu jã não tinha reação. A minha agitação começa a ir de 0 a 100 em dois segundo. Vagarosamente deixo a prateleira em seu devido lugar e digo:

- Eu acho que devo ir embora agora

E ela sua educação superior responde:

- TAMBÉM ACHO!!!

A voz já não parecia tanto aveludade e nem a edução tanto européia e eu lembrando de shakespeare e suas peças:

(saio de cena)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

"Não preciso de modelos. Não preciso de heróis. Eu tenho meus amigos".

Hoje muitas pessoas se escondem por traz das redes sociais. Não que eu seja contra as redes sociais, de maneira alguma, pois seria totalmente contraditório, pois escrevo histórias justamente para o meu blog.

Mas, o quero dizer que deveríamos usar a tecnologia para nos deixar mais próximos ou usar os meios para chegar aos fins. Pois a velocidade da informação hoje tem essa função, de nos aproximar de pessoas que a uns 20 anos atrás seria impossível de nos comunicar com tanta frequência e com tanta disponibilidade.

Exatamente, o avanço da tecnologia, nos deixou tão próximos de nossos amigos, parentes, conhecidos e inimigos que se lembrarmos de alguém que foi muito presente em nossa infância e sentimos saudades basta procurar nas redes sociais, ou se você souber pelo menos três nomes de sua identidade poderá facilmente encontra-lo no google.

Mas por incrível que seja e por mais assustador que pareça, quanto mais nos encontramos conectados com as pessoas, mas nos tornamos distantes e mais insensíveis.

Quantas pessoas que conheço que  são pessoas totalmente conectadas, extrovertidas, espontâneas, felizes com suas fotos comendo um  peixe assado nos quiosques de Guarapari rodeado de pessoas felizes  e que também em qualquer, eu enfatizo, qualquer assunto que aparece em discussão no facebook, “ele” sempre tem alguma opinião, forte, concisa e cheia de embasamentos, assim como todas as outras que nessa mesma discussão gostam de mostrar as “caras” e falar o que suas teorias vãs e experiências pobres tem a dizer.

Mas agora peço que o leitor use de discernimento, e observe com bastante atenção que essa mesma pessoa quando está  de “corpo presente” perto de você ou de seus amigos comuns, não sabe reagir, não sabe ter interação pessoal, carnal, física, e emocionalmente prática e o motivo disso é porque o mundo atrás, seja de um computador ou de uma rede social específica  já o tornou uma pessoal globalizadamente sozinha.

É esse ponto que eu quero enfatizar. A tecnologia nos aproxima cada vez mais e nos faz ficar mais online, conectados, disponíveis e incompreensivelmente  ao mesmo tempo, nos deixa muito afetivamente  longe, cada vez mais sozinhos no nosso mundo onde andamos nos sentindo só no meio da multidão.

Certo dia, reunidos grande parte da família, na casa da minha mãe, meu irmão do meio encontrou um DVD que recentemente tinha comprado para minha mãe de presente. Como minha mãe é portuguesa, comprei um DVD de fados. Quando ele viu o DVD começou a me indagar o motivo que tinha gasto dinheiro em comprar um DVD para nossa mãe se na internet poderia baixar de graça e gravar num DVD mais completo e entregar para ela.

Pela forma como fui indagado e pelo tom de voz que ele estava falando, compreendi que o objetivo não era um resposta conclusiva ou assertiva. O único objetivo dele era colocar os seus preceitos em primeiro lugar e mostrar que ele estava certo e que a tecnologia, a internet e todos os afins estavam ali para nos ajudar a ser mais rápidos e consequentemente não gastar dinheiro.

- Olha, nossa mãe gosta de fazer coleção de DVD´s, é uma questão de gosto, e eu queria dar um presente original, pois é mais bonito e mais significativo e...
...nem consegui terminar a frase  ele já foi descordando.

Com isso vendo e percebendo que qualquer explicação minha não ia levar a nada conclui o assunto dizendo:

- Então faz o seguinte, maninho, a próxima vez que você for dar flores para minha mãe, não compra não. Faz melhor.  Imprimi, recorta e dá pra ela. Voce vai ver como os olhos dela vão brilhar

Estamos nos transformando em pessoas imediatista ao máximo. Recebemos uma mensagem SMS e “precisamos” responder agora, interrompendo uma sequência de idéias que porventura estivéssemos tendo ou conhecendo. Nesse momento aparece um aviso de novo email e suspendemos nossa atividade para ver do que se trata. O whats está bombando, você fica louco, não sabe como responder, e você está no status de sempre “disponível”.

É muito irônico e chega ser até certo ponto ridículo (este sentimento por favor, é totalmente pessoal) que toda a tecnologia foi feita com o objetivo de nos poupar tempo, de fazer que diminuíssemos distâncias, seja fisicamente ou estruturalmente, para economizarmos tempo e com isso podermos, com esse  tempo que nos restraria, aproveitar com coisas que gostamos.

Antigamente tínhamos apenas o telefone fixo. Se você quisesse tomar uma decisão e dependesse  da decisão de alguém, seja ela uma situação pessoal, familiar ou no seu trabalho, você não tinha escolha, você tinha que esperar a responsável estar no local fisicamente para você falar com ela. E não tinha discussão. Era isso e ponto final. Com a invenção do celular as decisões passaram a ser imediatas pois independe do lugar onde você estava poderia tomar decisões imediatas sem levar em conta aonde a oitra pessoa estivesse,  em sua residência ou no seu trabalho.Esse é o objetivo da evolução da tecnologia, internet,  email, SMS, Whats e todas as redes sociais, ganharmos tempo para ter mais tempo. 

Mas isso não é verdade. Hoje em um mundo tão conectado, tão globalizado e tão online as pessoas se veem tão absortas nessa comunicação desenfreada, incalculada e insana que não possuem tempo para nada. Chega ao ponto de ver famílias tendo “grupos de whats com os seus próprios membros” conversando na mesa durante o jantar com outra pessoa que por mais incoerente que seja está na frente dela.

Quanto mais tentamos diminuir o tempo desperdiçados, mais somos sugados por esse “buraco negro” lentamente, por essa tecnologia permissiva e imediatista que nos engole e quando nos damos conta já estamos fazendo parte de um grande nada e participando do crescimento de uma existência “nula”.

“Tempo é dinheiro” sempre foi um ditado malcompreendido,  interpretado em sua acepção literal, mas sua melhor definição  seria significa,  andar rápido com os assuntos,  ter pressa. Acontece que aquele que assim age acaba perdendo justo o que considera seu bem mais valioso: o Próprio tempo.

Inicio o término  do princípio  do fim deste capítulo com uma recomendação a você para assistir ao filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin. Essa foi a última obra cinematográfica muda realizada pelo célebre diretor e ator. Trata-se de uma crítica...
... não vou explicar, vou descrever a cena:

Na linha de produção, Carlitos aperta parafuso numa esteira. De formmonótorepetidapegamesgameses. Distraído cai na esteira e segue aparafusando entre as engrenagens do enorme equipamento. Resgatado do interior da máquina, volta a esteira á repetir o mesmo processo de sempre. Porém, em determinado momento, uma secretária passa e , afixados na parte de trás de sua saia, botões que lembram as cabeças de parafusos. E nosso personagem corre atrás dela para atarraxa-los. Detém-se somente quando visualiza um hidrante com parafusos.

Nessa cena Carlitos transforma-se em um autômato. Um ser humano que chega ao trabalho e inicia sua produção fazendo sempre a mesma tarefa. Passa o dia inteiro realizando-a e quando acaba o dia é o único momento que se livra dela.

Esse grande exemplo pode ser trazido para o nossos lado pessoal, familiar e com tratos com outros. Estamos tão cheios de preocupações do nosso dia a dia, cheio de anseios por motivos financeiros, as vezes para sobreviver ou as vezes querendo ter mais porque o demais nunca é o bastante (gostaria apenas de lembrar que não encaixo nessa última características pessoal, visto que para mim hoje, “ostentação” é manter as contas em dia).Mas o preço que se paga por não termos tempo é muito caro, mesmo num mundo tão evoluído e tão conectado. Quando temos uma doença que o emocional influi diretamente no tratamento, ou no avanço de nosso estado clínico,  sempre digo que nada vale mais do que o seu bem estar.
Os parkinsonianos sabem do que eu estou falando. Todo o ambiente influi na questão,  não só da evolução da doença a longo prazo como também do funcionamento dos remédios a curto prazo.
Faça tudo o que for possível, melhor, faça tudo que for mais do que possível. Não, não estou querendo repetir aquela frase clichê de que devemos fazer o  impossível. Porque não existe impossibilidades para nós, não existe limites para a criação e não existem limites para a felicidade. A partir do momento em que colocamos algum empecilho, limite, pedra ou obstáculo para sermos felizes não somos dignos de te-la.

Se você acredita em alguma coisa vá até o fim. Vão existir algumas pessoas que vão acreditar em você mas tenha certeza vão existir o dobro, o triplo ou incontáveis pessoas que te farão parar, desanimar, desistir. E são essas mesmas pessoas que por covardia e por comodidade, lembrando que o fato de não acreditar neles mesmos e não se arriscarem a serem mais felizes e vivem na mediocridade usando palavras bonitas e doces e macias,  mentiras que insistem em acreditar, pegam sua covardia nata  de dentro do lixo, limpam e depois pintam e  disfarçam o senso de covardia em uma máscara que dizem ser  comodidade, mas é tão fina e tão tosca que não encobrem a vergonha que sentem de si mesmos  e inventam certas questões de consciência para tentar incutir medo aos fortes.

Ser inconsequente ou não medir a consequência dos seus atos ou ser leviano,  sempre será uma forma de você atingir níveis impensáveis. A partir do momento que os seus atos apenas atingem você ou a consequência dos mesmos apenas podem ferir você, seja inconsequente. Mas tenha sempre a sensação no final que mesmo falhando você tentou.

Faça tudo para ser feliz. Seja diferente de todos e tudo o que você conhece. A igualdade e a morosidade de nossa sociedade faz com que sejamos um partícipe de gado e somos levados de uma porteira para outra, sem discutir, sem questionar, apenas seguimos o líder e todos os que vão atrás  de um, pois se todos estão indo, também devo ir é mais certo, mais cômodo e provavelmente, o Melhor.

NÃO É!  E jamais será.

Faça diferente, seja diferente. Não espere se espelhar em um amigo ou qualquer  pessoa que sonha em conhecer e que talvez seja muito feliz para você dizer que admira essa pessoa e quer ser igual a ela. Não admire uma pessoa assim.

SEJA  ESTA PESSOA.

Busque com todas as usas forças o que realmente te faz feliz, seja ela uma pequena atitude, ou uma grande realização ou mesmo, posso dizer por experiência própria,  que a maioria de nossas maiores realizações são quando conseguimos fazer pequenas atitudes.

Não deixe ninguém interferir na sua decisão de ser feliz, porque apenas você pode viver a sua vida. Apenas você irá vivê-la até o fim. Então o faça de maneira plena, deixando que as pequenas coisas do dia a dia realizem a adição e a introspecção de uma felicidade bem fundada, onde através da clareza e da sinceridade dos seus olhos, poderemos ver que não é uma espada para lidar e dispersar situações passadas e muito menos um escudo para proteger de revés futuros.

Tendo em mente tudo isso, eu gostaria de deixar uma mensagem muito importante para quem quer levar uma vida leve e que seja vivida e não sobrevivida:

    - Com todas as pessoas que você  encontrar , seja conhecida ou totalmente desconhecida,   tente fazê-la sorrir. De alguma maneira,  ser não for bom em piadas, não tem problema, sempre deixe qualquer, eu vou repetir, sempre deixe qualquer pessoa com um sorriso estampado no rosto.

O poder de sua felicidade apenas vai ser profundo, inestimável, inigualável, comovente, contagioso se você puder externa-la de maneira sincera, através dela sempre virá acompanhado e comungado com o simples, profundo, complexo poder do amor.Tenha amor, demostre amor, pratique o amor. Mas lembre-se o amor “acredita” em todas as coisas e “ultrapassa” todas as coisas.

Assim,  tudo que puder fazer em prol de sua felicidade, faça. E melhor, faça com muito amor a você mesmo e ao seu próximo,  lembre-se que esse amor acredita em você e ultrapassa os obstáculos que não venham para te engrandecer.

Não se preocupe em apenas buscar a felicidade, preocupe em viver sem cálculos, imposições ou como se ela tivesse uma receita pronta. Apenas seja feliz, não tente correr ou busca-la pois quando deixamos a obrigação de lado nos divertimos bastante.




terça-feira, 21 de novembro de 2017

Parkinson e o "Cirque du Soleil"

O humorismo alivia-nos das vicissitudes da vida, ativando o nosso senso de proporção e revelando-nos que a seriedade exagerada tende ao absurdo.
Charlin Chaplin

Um leve exemplo do que estou dizendo e que de maneira prática vocês irão entender é que depois de algumas semanas tomando o prolopa comecei a notar que ao iniciar o efeito "lua de mel" o mesmo veio acompanhado de um amante. 

Comecei a reparar que na primeira hora depois de tomado o prolopa estava completamente agitado, como se tivesse tomado 10 redbulls com coca-cola. A sensação é que queria fazer várias coisas ao mesmo tempo, e essa euforia incontrolável refletiu na minha maneira de andar, pois mesmo dentro de casa eu estava correndo ao invés de caminhar.

Notei que isso já se tornara uma tendencia depois de tomar o prolopa principalmente. Mas antes de continuar toda a minha saga sobre o prolopa  vou colocar todos os culpados na mesa. 

Uso atualmente 3  mediações. O prolopa, o sifrol e o niar. Este ultimo tem como objetivo retardar o avanço da  doença. Gostaria apenas de fazer uma observação que o batman por mais que tente trabalhar sozinho sempre precirá do seu mordomo.  É a mesma coisa do sifrol e do propola. No meu caso o prolopa apenas tem seu principio ativado pelo sifrol que pelos meus conhecimentos "impulsiona" sua ação.

Voltando a experiencia inicial com o  prolopa, eu reparei que relalmente estava com problemas de movimentos quando as outras pessoas começaram a reparar que em certos momentos do dia eu estava muito agitado a ponto de ao sair na rua e pessoas desconhecidas acharem que eu estava "craqueado". 
Os movimentos involuntários são tão fortes que parece que sou um "boneco de posto de gasolina", isso mesmo, aquele de ar que fica com os braços para cim.

Mas mesmo estando inerte as observações dos outros me vi obrigado a aceitar esses efeitos colaterais do remédio quando não consegui mais digitar no teclado do compuador como antes. A ansiedade e a rapidez eram tão grandes que os erros eram incotáveis. Não valia a pena digitar. Outra grande observação que  fiz foi quando também, logo após ingerir o prolopa com o sifrol não consegui, de tantos movimetnos involuntários, tocar violão. Essas duas coisas citadas apenas conseguia fazer quando passasse o efeito bombasticos inicial do medicamento que me deixava  "doidão".

Isso era muito desafiador para minha mente, pois como todos sabem, a grande alegria que essa nova mediação tinha me dado era poder realizar coisas significativas que antes abandonara. E agora me vejo, perdendo a lentidão que tanto reclamava antes mas agora estava tão agitado e tão eufórico que não consiguira fazer nenhum dos dois. Quer dizer, me descupa a expressão, sei que é chula e ridícula, mas é a maneira mais simples e objetiva de expressar o que estava sentindo: Naquele momento estava na situção que "eu não cagava e nem saia da moita".

E comecei a notar que mesmo parado, sim amados, mesmo sentado na cadeira do meu escritório, eu estava rodando. Parecia que eu ia cair da cadeira e podem não acreditar que os "rodopios" eram tão fortes que acabei quebrando duas cadeiras de madeira e uma de ferro. A única solução foi comprar uma cadeira de rodinhas, com preço bastante elevado, mas que fucionou. 

Funcionou, mas ao mesmo tempo que que a cadeira não quebrou, todos aqueles movimentos involuntáris de "rodipios" parecendo "circu de soliei" destuiram a mesa. 

E nesse mesmo momento me lembrei de um episodio em uma entrevista ao vivo na TV que realizara a mais ou menos 6 meses atraz.  Antes da entrevista, conheci uma rapaz um pouco mais velho que eu, que também iria contar sua experiencia com o parkinson. No meu caso eu estava no local para divulgar o livro que estava lançando. 

Minutos antes de iniciar a entrevisa, reparo que ao sentar do meu lado estava esse rapaz e reparo em seus movimentos involuntários. Estava rodopiando e eu na minha ansia de falar alguma coisa e também como nunca consigo ficar calado, olhei para a apresentadora do programa e disse:

- Heiiiii... amarra esse rapaz porque ou ele vai cair ou ele vai sair voando.

No momento todos riram, inclusive os cameras que segundos depois tiveram que se recompor entrar ao vivo.

E olhem como é a vida. Agora eu estava nessa situação. 
nesse momento voce pensa:

 - Bem feito Rui Miguel!!! Vai ficar rindo dos outros, isso é que acontece. Aprendeu. Nunca mais vai fazer isso né

E a minha resposta para quem está lendo e também para aqueles que tiveram este mesmo pensamento são dois respecitvos:

- NÃO! e... NÃO!

Não vou parar de brincar com a minha doença. Não vou deixar de rir de mim mesmo. O mundo está girando meus amados. O mundo não vai parar de girar para que voce chore, pragueje, insulte e seja uma pessoa amargurada. Se voce não souber rir de voce mesmo, então precisa aprender, pois caso contrário o mundo será muito cruel para voce. 

As vezes é difícil para quem tem problemas encarar dessa forma, mas quando estamos enfrantando um problema sabemos que tudo vai passar, e que um dia, talvez demore ou não, voce olhará para traz e rirá dessa situção. A pergunta que me faço é: 

- Se eu vou rir dessa situação depois, por que não começo a fazer isso agora. Isso é pura "matemática".

Mas se voce fizer isso de maneira automática, querendo que os outros vejam que voce não liga para situação, mas no fundo isso é a verdade que voce quer demostrar, então não minta para os outros, pois alegria, felicidade e levar a  vida sabendo amá-la verdadeiramente não é uma questão de atuar é uma questão de SER.

E a verdadeira felicidade, não é um adorno onde voce poderá disfarçar com uma mascara e simplismente tira-lá quando achar conveniente. Nenhuma mascará e grande e forte o suficiente para ocultar a mentira de sentimento que voce não possui. 

Então, procure dentro de voce mesmo, não vou dizer para voce procurar dentro de seu coração, mas sim da sua mente, pois a felicidade é racional e concreta e precisa ser entendida, explicada, aceita, desenvolvida para que enfim atinja o seu coração e seja contagioso a todos. Se o que você está fazendo for engraçado, não há necessidade de ser engraçado para fazê-lo.















segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O PARADOXO DO PROLOPA


Não é de uma certa forma incoerente e até de certa maneira comica pensarmos na questão que a melhor medicação para lidar com os transtornos de movime8ntos involuntários (no nosso caso específico é o Parkinson )  é também o grande vilão? Pois o uso a longo prazo desse remédio pode causar uma sequela incurável que a medicina concede o nome de discinesia

E o que é discinesia?

- Movimento incontrolável, refere-se a movimentos involuntários da pessoa. Eles também podem ser chamados de movimentos descontrolados. Esses movimentos podem ocorrer em praticamente qualquer parte do corpo, incluindo o pescoço, rosto e membros.

Amados, conseguiram compreender que de certa forma estamos cuspindo para cima e não estamos saindo do lugar?

Isso mesmo, o melhor remédio para o tremor nos traz um efeito colateral de movimentos irreversíveis a longo prazo . 

Volto a lembrar,  não sei e também acredito que não existe um tempo certo contados de anos que esta caracteristica se apresente ou se manifeste, isso depende muito de pessoa para pessoa, idade, qualidade de vida, de tempo de ulização de mediações. Em suma, tudo é perfeitamente inesperado.

Espero que entendam que tudo que falo sobre medicação, efeitos colaterais ou qualquer outra reação lúcida ou insana aqui descritas parte de minha própria experiencia como parkinsoniano juvenil e não espero que reação seja a mesma para todos e sei que muitos serão céticos, mas espero também que todos sejam pragmáticos.

O prolopa ou cardidopa ou qualquer outro principio ativos que você use baseados nestes  acima, será novidade no seu tratamento. Todas as pessoas que tem parkinson, um dia, mais cedo ou mais tarde, irão usá-lo.

Pois este é o grande, e insuperável, e grandioso e estupendo remédio que anda de mãos dadas com os parkinsonianos. Mas cuidado, pois as vezes ele solta a nossa mão e nos deixa cair no buraco.

Como por enquanto é impossível o parkinsoniano juvenil ou mais velho sair dessa possiblidade e como principalmente eu estou na utilização do "azulzinho" (calma meus amigos, calma. O nome "azulzinho" é como eu me refiro ao prolopa especificadamente o  PROLOPA 250 - 25). Eu gosto de falar azulzinho porque querendo ou não, quando eu estou pra baixo, esse remédio me levanta.

Amados, o prolopa é eficaz, talvez para alguns seja bom como está sendo para mim, mas gostaria de frisar que como sempre "nem tudo são flores".

Esta medicação tem que ser utilizada quando o parkinsoniano realmente estiver ciente de suas consequencias e de seus efeitos colaterais.  A minha ambiguidade é tão forte quanto o meu humor é hipócrita.

O que quero salientar é que toda mediação possui seus efeitos benéficos e maléficos.

Precisamos encarar isso?

SIM. 

Precisamos acostumar com isso?

Absolutamente NÃO

É preciso, porém deixar um pouco mais difícil esta conquista, para que a vitória fácil demais não desmereça o preço
A tempestade - Cena II - Próspero. 
Shakeaspeare

sábado, 18 de novembro de 2017

A DÚVIDA MODESTA É A LUZ DO SÁBIO.

"- Tem gente no banheiro?" 

Eu com uma raiva que beirava uma irritabilidade lúcida que comungava com uma insensatez cômica e ordinária respondi:

- Uai, se a porta está fechada é porque tem."

Quando você está em qualquer banheiro, principalmente em lugar público, (onde uma grande quantidade de pessoas tem a possibilidade de usá-lo) e você adentra o pequeno recinto, você sente um alívio, quer seja rápido  ou quer demorado, mas uma coisa é certa: é seu momento privativo. (no sentido duplo da palavra)

Passados mais ou menos uns 3 minutos de total relaxamento, você escuta alguém andar em direção ao banheiro e tenta abrir a porta. Vem em sua mente rapidamente: 

"será que a porta vai se abrir? Fechei a porta com o trinco? "


Depois desta confirmação e do alivio imediato, você em sua bondade e compreensão nem fica pensando em quem tentou acessar o banheiro, sabendo que pode ser um desavisado e como ele iria saber que o banheiro estava ocupado!


Mas passados mais ou menos vinte segundos, a mesma pessoa realiza o mesmo procedimento e então vem a minha pergunta retórica:


- Por onde essa pessoa acha que eu saí? Pela janela? Pela privada? Será que ela acha que quanto mais ela mexer na maçaneta mais ela fará desaparecer aos poucos quem está usando o banheiro e magicamente a porta se abrirá para ela ser o próximo da fila de usuário?

Caro leitor, estou divagando um pouco só para relaxar. Mas vivenciei essa situação em minha própria casa, mas nesse caso o motivo era um pouco diferente, mas darei agora os detalhes: 
Eu estava no banheiro e meu irmão veio me chamar para almoçar, arranjei uma desculpa para não ir naquele momento, mesmo sabendo que estava já comendo no banheiro, isto mesmo, amados; almoçando no banheiro. Estranho, não?


Mas naqueles dias não estava bem, acho que estava no ápice da doença, não tinha coordenação nem para para pegar um garfo e uma faca.  

Então sem paciência para comigo mesmo e não querendo que ninguém me visse dessa maneira muito menos os meus familiares, decidi comer escondido. Isso já estava acontecendo a mais ou menos 3 meses e comecei  a reparar que essa situação não iria mudar. Resolvi, marcar novamente o meu neurologista para verificar o que estava acontecendo e o que poderíamos fazer para resolver a minha questão definitivamente.


O filosofo Iluminista de nome Imanier Font, dizia: "o nosso ´eu´ prefere sempre o benefício egoísta da universalidade do dever."


Concordo com esse argumento quando estamos com vários problemas para resolver.

Antes de contar o que foi decidido com a minha nova consulta na médica, devo lembrar a todos que até este momento não estava tomando nenhum remédio  que é comum dos parkinsonianos, o Carbidopa ou Prolopa. 


O motivo de eu ser um  parkinsoniano juvenil que descobria a doença a mais de dez anos, na época eu tinha 27 anos de idade, fez que os médicos não me indicassem o prolopa. O motivo pelo qual os médicos não receitem esse remédio para gente jovem, eu abordarei  no capítulo intitulado PARADOXO DO PROLOPA.

Retornado ao meu RAP, ao entrar no consultório da minha neurologista, reparei o semblante de sincera preocupação comigo. E enquanto ela procurava no meio de seus arquivos o meu histórico, reparo em sua sala, muito  bem decorada com alguns quadros rústicos e outros quadros com estilos barrocos. Todas as prateleiras com estilo clean e ao mesmo tempo profissional e um toque feminino muito peculiar. Uma decoração bem profissional mas com um toque de humanismo feminista. Sim, eu disse feminista e não feminino.

Expliquei  toda a situação que havia passado nos últimos meses de minha vida e expliquei também sobre os meus conhecimentos sobre a mediação que talvez iria sugerir.

Enquanto ela pensava sobre a sua nova resolução, fiquei na angustia, com um certo teor de medo e alívio. 

O alívio é que podereria sair do local com uma boa esperança e perspectiva, e o sentimento de medo é pelo fato das fases do Parkinson e se tivesse de usar o Prolopa e /ou Carbidol qual seria a minha expectativa de solução a curto e longo prazo?

Esses pensamentos tiveram uma duração de 10 segundos, e então eu pensando um pouco adiantado e na minha ansiedade de querer respostas rápidas devido a todo o conjunto da obra perguntei precipitando  a já concludente resolução da médica:

- A Dra. ,tem Parkinson?
Ela disse:
- Não!!!

E novamente eu já imaginando a indagação dela respondi:

- Dra., eu sei que o melhor remédio para Parkinson é o levedopa, ou Prolopa e eu sei também que mesmo que não seja a melhor solução e que esta solução esteja muito longe de ser a mais indicada, esse principio ativo é o mais usado pelas pessoas que possuem Parkinson. devido a sua melhor considerável de desaparecer os sintomas.  Eu sei Dra., que  esse rémedio tem efeitos no futuro que não podemos simular e terá efeitos colaterais que ainda não podemos prever, mas uma coisa é certa:

- No meio de toda essa lucidez associada com incertezas e resultados eu quero VIVER HOJE!!!

Eu não quero ficar mais 10 anos tomando medicações que aliviam certos sintomas da minha doença e me deixam viver mais ou menos. Eu não quero viver mais ou menos. Eu quero viver HOJE por inteiro.  Como eu vou estar daqui a 22 ou 25 anos não me interessa. " Basta o seu dia o seu próprio mal" .

 E foi asism que terminado a frase do meu desabafo quase que num monólogo "diálogo" ela concordou extritametne comigo em todos os sentidos e partir daquele instante comecei a tomar o prolopa.

Antes de terminar esse capítulo eu gostaria de ser um pouco confuso e até mesmo me mostrar um pouco difuso.

Votltando a questão do que eu havia comentado sobre nao me preocupar com o futuro, relembro as várias reportagens que várias vezes vimos na T.V sobre de nos privarmos de certas atividades ou de alimentações tentadores devido nossa expectativa de vida.

Não!!!! Amados amigos. Não estou indo contra tudo o que escrevi no inicio desse blog. Continuo praticando minha musculação que vou refrisar novamente é a GRANDE responsável por hoje eu ainda conseguir jogar bola, tênis de mesa, tênis, tocar violão belamente, e todas qs coisas que eu gosto que eu nunca deixei de fazer. Também digo que as atividades físicas sem a alimentação correta e sadia não faz nenhum efeito.

Seja saudável, pois a mente será sempre consequência do seu corpo. Isso não são suposições. Isso é uma regra.

Voltando a reportagem, muitas dos estudos das faculdades falam que se voce deixar de consumir certos alimentos e bebidas durante 35 anos consecutivos sua expectativa no final de sua vida será de 5 anos a mais.

Pensam apenas um pouco comigo. Vou deixar de comer e beber as coisas que eu gosto e aprecio durante 35 anos para poder viver mais 5 anos? E nesses últimos anos, eu estarei totalmente sadio? De duas uma: Ou eu morrer doente cinco anos antes ou eu terei uma morte incrivelmente sadia.

E finalizo com uma frase de "Cícero" no livro " Julio Cesar":

 - Os homens interpretam os fatos conformem bem entende, sem dar crédito aos fins dos próprios fatos.












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"Não preciso de modelos. Não preciso de heróis. Eu tenho meus amigos".

Hoje muitas pessoas se escondem por traz das redes sociais. Não que eu seja contra as redes sociais, de maneira alguma, pois seria totalmen...