sexta-feira, 2 de novembro de 2018

NÃO PRECISO DE MODELOS. NÃO PRECISO DE HERÓIS. EU TENHO MEUS AMIGOS

Hoje muitas pessoas se escondem por traz das redes sociais. Não que eu seja contra as redes sociais, de maneira alguma, pois seria totalmente contraditório, pois escrevo histórias justamente para o meu blog.

Mas, o quero dizer que deveríamos usar a tecnologia para nos deixar mais próximos ou usar os meios para chegar aos fins. Pois a velocidade da informação hoje tem essa função, de nos aproximar de pessoas que a uns 20 anos atrás seria impossível de nos comunicar com tanta frequência e com tanta disponibilidade.

Exatamente, o avanço da tecnologia, nos deixou tão próximos de nossos amigos, parentes, conhecidos e inimigos que se lembrarmos de alguém que foi muito presente em nossa infância e sentimos saudades basta procurar nas redes sociais, ou se você souber pelo menos três nomes de sua identidade poderá facilmente encontra-lo no google.

Mas por incrível que seja e por mais assustador que pareça, quanto mais nos encontramos conectados com as pessoas, mas nos tornamos distantes e mais insensíveis.

Quantas pessoas que conheço que  são pessoas totalmente conectadas, extrovertidas, espontâneas, felizes com suas fotos comendo um  peixe assado nos quiosques de Guarapari rodeado de pessoas felizes  e que também em qualquer, eu enfatizo, qualquer assunto que aparece em discussão no facebook, “ele” sempre tem alguma opinião, forte, concisa e cheia de embasamentos, assim como todas as outras que nessa mesma discussão gostam de mostrar as “caras” e falar o que suas teorias vãs e experiências pobres tem a dizer.

Mas agora peço que o leitor use de discernimento, e observe com bastante atenção que essa mesma pessoa quando está  de “corpo presente” perto de você ou de seus amigos comuns, não sabe reagir, não sabe ter interação pessoal, carnal, física, e emocionalmente prática e o motivo disso é porque o mundo atrás, seja de um computador ou de uma rede social específica  já o tornou uma pessoal globalizadamente sozinha.

É esse ponto que eu quero enfatizar. A tecnologia nos aproxima cada vez mais e nos faz ficar mais online, conectados, disponíveis e incompreensivelmente  ao mesmo tempo, nos deixa muito afetivamente  longe, cada vez mais sozinhos no nosso mundo onde andamos nos sentindo só no meio da multidão.

Certo dia, reunidos grande parte da família, na casa da minha mãe, meu irmão do meio encontrou um DVD que recentemente tinha comprado para minha mãe de presente. Como minha mãe é portuguesa, comprei um DVD de fados. Quando ele viu o DVD começou a me indagar o motivo que tinha gasto dinheiro em comprar um DVD para nossa mãe se na internet poderia baixar de graça e gravar num DVD mais completo e entregar para ela.

Pela forma como fui indagado e pelo tom de voz que ele estava falando, compreendi que o objetivo não era um resposta conclusiva ou assertiva. O único objetivo dele era colocar os seus preceitos em primeiro lugar e mostrar que ele estava certo e que a tecnologia, a internet e todos os afins estavam ali para nos ajudar a ser mais rápidos e consequentemente não gastar dinheiro.

- Olha, nossa mãe gosta de fazer coleção de DVD´s, é uma questão de gosto, e eu queria dar um presente original, pois é mais bonito e mais significativo e...
...nem consegui terminar a frase  ele já foi descordando.

Com isso vendo e percebendo que qualquer explicação minha não ia levar a nada conclui o assunto dizendo:

- Então faz o seguinte, maninho, a próxima vez que você for dar flores para minha mãe, não compra não. Faz melhor.  Imprimi, recorta e dá pra ela. Voce vai ver como os olhos dela vão brilhar

Estamos nos transformando em pessoas imediatista ao máximo. Recebemos uma mensagem SMS e “precisamos” responder agora, interrompendo uma sequência de idéias que porventura estivéssemos tendo ou conhecendo. Nesse momento aparece um aviso de novo email e suspendemos nossa atividade para ver do que se trata. O whats está bombando, você fica louco, não sabe como responder, e você está no status de sempre “disponível”.

É muito irônico e chega ser até certo ponto ridículo (este sentimento por favor, é totalmente pessoal) que toda a tecnologia foi feita com o objetivo de nos poupar tempo, de fazer que diminuíssemos distâncias, seja fisicamente ou estruturalmente, para economizarmos tempo e com isso podermos, com esse  tempo que nos restraria, aproveitar com coisas que gostamos.

Antigamente tínhamos apenas o telefone fixo. Se você quisesse tomar uma decisão e dependesse  da decisão de alguém, seja ela uma situação pessoal, familiar ou no seu trabalho, você não tinha escolha, você tinha que esperar a responsável estar no local fisicamente para você falar com ela. E não tinha discussão. Era isso e ponto final. Com a invenção do celular as decisões passaram a ser imediatas pois independe do lugar onde você estava poderia tomar decisões imediatas sem levar em conta aonde a oitra pessoa estivesse,  em sua residência ou no seu trabalho.Esse é o objetivo da evolução da tecnologia, internet,  email, SMS, Whats e todas as redes sociais, ganharmos tempo para ter mais tempo. 

Mas isso não é verdade. Hoje em um mundo tão conectado, tão globalizado e tão online as pessoas se veem tão absortas nessa comunicação desenfreada, incalculada e insana que não possuem tempo para nada. Chega ao ponto de ver famílias tendo “grupos de whats com os seus próprios membros” conversando na mesa durante o jantar com outra pessoa que por mais incoerente que seja está na frente dela.

Quanto mais tentamos diminuir o tempo desperdiçados, mais somos sugados por esse “buraco negro” lentamente, por essa tecnologia permissiva e imediatista que nos engole e quando nos damos conta já estamos fazendo parte de um grande nada e participando do crescimento de uma existência “nula”.

“Tempo é dinheiro” sempre foi um ditado malcompreendido,  interpretado em sua acepção literal, mas sua melhor definição  seria significa,  andar rápido com os assuntos,  ter pressa. Acontece que aquele que assim age acaba perdendo justo o que considera seu bem mais valioso: o Próprio tempo.

Inicio o término  do princípio  do fim deste capítulo com uma recomendação a você para assistir ao filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin. Essa foi a última obra cinematográfica muda realizada pelo célebre diretor e ator. Trata-se de uma crítica...
... não vou explicar, vou descrever a cena:

Na linha de produção, Carlitos aperta parafuso numa esteira. De formmonótorepetidapegamesgameses. Distraído cai na esteira e segue aparafusando entre as engrenagens do enorme equipamento. Resgatado do interior da máquina, volta a esteira á repetir o mesmo processo de sempre. Porém, em determinado momento, uma secretária passa e , afixados na parte de trás de sua saia, botões que lembram as cabeças de parafusos. E nosso personagem corre atrás dela para atarraxa-los. Detém-se somente quando visualiza um hidrante com parafusos.

Nessa cena Carlitos transforma-se em um autômato. Um ser humano que chega ao trabalho e inicia sua produção fazendo sempre a mesma tarefa. Passa o dia inteiro realizando-a e quando acaba o dia é o único momento que se livra dela.

Esse grande exemplo pode ser trazido para o nossos lado pessoal, familiar e com tratos com outros. Estamos tão cheios de preocupações do nosso dia a dia, cheio de anseios por motivos financeiros, as vezes para sobreviver ou as vezes querendo ter mais porque o demais nunca é o bastante (gostaria apenas de lembrar que não encaixo nessa última características pessoal, visto que para mim hoje, “ostentação” é manter as contas em dia).Mas o preço que se paga por não termos tempo é muito caro, mesmo num mundo tão evoluído e tão conectado. Quando temos uma doença que o emocional influi diretamente no tratamento, ou no avanço de nosso estado clínico,  sempre digo que nada vale mais do que o seu bem estar.
Os parkinsonianos sabem do que eu estou falando. Todo o ambiente influi na questão,  não só da evolução da doença a longo prazo como também do funcionamento dos remédios a curto prazo.
Faça tudo o que for possível, melhor, faça tudo que for mais do que possível. Não, não estou querendo repetir aquela frase clichê de que devemos fazer o  impossível. Porque não existe impossibilidades para nós, não existe limites para a criação e não existem limites para a felicidade. A partir do momento em que colocamos algum empecilho, limite, pedra ou obstáculo para sermos felizes não somos dignos de te-la.

Se você acredita em alguma coisa vá até o fim. Vão existir algumas pessoas que vão acreditar em você mas tenha certeza vão existir o dobro, o triplo ou incontáveis pessoas que te farão parar, desanimar, desistir. E são essas mesmas pessoas que por covardia e por comodidade, lembrando que o fato de não acreditar neles mesmos e não se arriscarem a serem mais felizes e vivem na mediocridade usando palavras bonitas e doces e macias,  mentiras que insistem em acreditar, pegam sua covardia nata  de dentro do lixo, limpam e depois pintam e  disfarçam o senso de covardia em uma máscara que dizem ser  comodidade, mas é tão fina e tão tosca que não encobrem a vergonha que sentem de si mesmos  e inventam certas questões de consciência para tentar incutir medo aos fortes.

Ser inconsequente ou não medir a consequência dos seus atos ou ser leviano,  sempre será uma forma de você atingir níveis impensáveis. A partir do momento que os seus atos apenas atingem você ou a consequência dos mesmos apenas podem ferir você, seja inconsequente. Mas tenha sempre a sensação no final que mesmo falhando você tentou.

Faça tudo para ser feliz. Seja diferente de todos e tudo o que você conhece. A igualdade e a morosidade de nossa sociedade faz com que sejamos um partícipe de gado e somos levados de uma porteira para outra, sem discutir, sem questionar, apenas seguimos o líder e todos os que vão atrás  de um, pois se todos estão indo, também devo ir é mais certo, mais cômodo e provavelmente, o Melhor.

NÃO É!  E jamais será.

Faça diferente, seja diferente. Não espere se espelhar em um amigo ou qualquer  pessoa que sonha em conhecer e que talvez seja muito feliz para você dizer que admira essa pessoa e quer ser igual a ela. Não admire uma pessoa assim.

SEJA  ESTA PESSOA.

Busque com todas as usas forças o que realmente te faz feliz, seja ela uma pequena atitude, ou uma grande realização ou mesmo, posso dizer por experiência própria,  que a maioria de nossas maiores realizações são quando conseguimos fazer pequenas atitudes.

Não deixe ninguém interferir na sua decisão de ser feliz, porque apenas você pode viver a sua vida. Apenas você irá vivê-la até o fim. Então o faça de maneira plena, deixando que as pequenas coisas do dia a dia realizem a adição e a introspecção de uma felicidade bem fundada, onde através da clareza e da sinceridade dos seus olhos, poderemos ver que não é uma espada para lidar e dispersar situações passadas e muito menos um escudo para proteger de revés futuros.

Tendo em mente tudo isso, eu gostaria de deixar uma mensagem muito importante para quem quer levar uma vida leve e que seja vivida e não sobrevivida:

    - Com todas as pessoas que você  encontrar , seja conhecida ou totalmente desconhecida,   tente fazê-la sorrir. De alguma maneira,  ser não for bom em piadas, não tem problema, sempre deixe qualquer, eu vou repetir, sempre deixe qualquer pessoa com um sorriso estampado no rosto.

O poder de sua felicidade apenas vai ser profundo, inestimável, inigualável, comovente, contagioso se você puder externa-la de maneira sincera, através dela sempre virá acompanhado e comungado com o simples, profundo, complexo poder do amor.Tenha amor, demostre amor, pratique o amor. Mas lembre-se o amor “acredita” em todas as coisas e “ultrapassa” todas as coisas.

Assim,  tudo que puder fazer em prol de sua felicidade, faça. E melhor, faça com muito amor a você mesmo e ao seu próximo,  lembre-se que esse amor acredita em você e ultrapassa os obstáculos que não venham para te engrandecer.

Não se preocupe em apenas buscar a felicidade, preocupe em viver sem cálculos, imposições ou como se ela tivesse uma receita pronta. Apenas seja feliz, não tente correr ou busca-la pois quando deixamos a obrigação de lado nos divertimos bastante.





"É A VERDADE QUE ASSOMBRA"

Porque todos nós temos de ser iguais?

Porque as pessoas acham que uma pessoa normal é aquela que se encaixa perfeitamente nos padrões da sociedade? Como se fossemos uma peça de brinquedo de criança onde o triangulo  se encaixa no triangulo, o círculo no círculo e por ai em diante?

Porque que tudo o que não é perfeitamente aprovado pela sociedade ou por sua família ou pelo seu próximo, não é uma questão de personalidade? Porque eu tenho que me importar com as mesmas coisas que outras pessoas se importam? Se valores fossem iguais paras todos,  essa própria palavra não teria sentido.

Isso é o que me decepciona no seres humanos. As pessoas vivem por viver ou sobrevivem e esperam a morte chegar. Melhor, muito não vivem ou sobrevivem, mas sim fazem tudo apenas para adiar a morte.

Eu tenho a convicta certeza de que o que nos enche de vida hoje é justamente a morte. É o medo do fim, do desconhecido, do injusto, do medíocre e são esses fatos em relação a morte que nos dão a plena certeza que temos que viver

Mas muitos hoje se prendem tanto a insignificância de sua existência que se fecham e vivem uma vida fugaz, tosca, pois para eles é assim que o mundo funciona.

Muitos pessoas pensam: Eu não vou mudar as coisas porque as coisas são assim. Eu não vou ser diferente porque não dá certo. Eu não vou me arriscar porque é mais fácil lidar com o certo que é confiável do que se projetar para voos desconhecidos.

E porque?

- Por que somos covardes.

E é essa covardia que nos deixa ter uma vida as vezes tão certa e tão sem sentido.

Muitas pessoas hoje recorrem a remédios para ansiedade, para depressão, para problemas psicológicos que talvez enfrentaram na infância ou enfrentam.

E por favor, não me rotulem como uma pessoa que não gosta de remédios. Amigos, tenho parkinson eu tomo em média 13 comprimidos por dia. E não há ninguém que vai tirar eles de mim.

Depressão é uma doença quimicamente cerebral e precisa ser tratada de maneira química. Isso é fato.
O que eu não concordo é que qualquer problema que a pessoa enfrente, talvez um problema familiar, um problema no trabalho, desemprego, saúde, perda de um ente querido, não importa, não é todo o problema que voce precisa se medicar.

Voce está com um problema com o chefe, pode ser demitida a qualquer momento. O que  voce faz:

Toma remédio para ansiedade ou procura o seu psiquiatra e diz que precisa se acalmar.

Está sendo muito comum esse tipo de reação. Vamos parar e pensar um pouco:

- Se todas vez que tivéssemos um problema fossemos tomar remédio para nos acalmar iríamos andar como zumbis. Todos iguais com a mesma personalidade, com as mesmas feições reativas.

Muitas vezes precisamos enfrentar o problema de cara limpa, com as nossas próprias forças e partir para a resolução.  Sim, eu sei. Voce sente medo, ansiedade e isso pode deixar você um pouco aflito. Mas talvez é isso que vai te motivar, é esse sentimento de medo que vai deixar você mais assertivo e mais ativo.

Você já viu um piloto de formula 1 tomando remédio para ansiedade antes de lidar com uma corrida? Voce já viu um jogador de futebol entrando num estádio numa final com 100 mil pessoas assistindo totalmente prozaqueado? Ou um palestrante antes de entrar no palco, em que a expectativa para sua palestra seja grande ou mesmo um apresentador de TV que já tem anos de televisão,  voce já viu algum deles tomar algumas gotas de calmante? 

Nao. Você não vai ver isso. E sabe porque? 

Se voce perguntar para cada um a resposta vai ser sempre a mesma:

- Precisamos desse medo, precisamos desse frio na barriga, pois do contrário não seremos competentes o suficiente.

Não estou dizendo que nós não devemos procurar ajuda quando há necessidade. O que estou dizendo é que os sentimentos que as vezes queremos afastar são os únicos que vão nos ajudar a resolver os problemas e são os únicos que vão nos dar uma experiência no futuro para sabermos lidar com problemas semelhantes e termos a estrutura pronta para ajudar pessoas que ainda estão construindo seu alicerce psicológico.

Mas não é só isso. Graças ao universo nós somos pessoas de personalidade diferentes. Somos ao mesmo tempo tão parecidos e tão complexos a ponto de não conseguirmos entender o nosso próximo.

Cada um tem sua particularidade, cada um tem sua excentricidade, cada pessoa possui uma característica que nos afasta ou que nos aproxima. É nesse momento que entra o nosso  egoísmo e a nossa falta de empatia, seguidas de uma preguiça de amor ao próximo.

Nossas amizades normalmente são construídas em bases iguais, em sentimentos iguais ou quando as características de uma pessoa são muito parecidas com as sua. E porque isso é mais atrativo?

- A resposta: É mais fácil lidarmos com pessoas que apoiam ou concordam com nossos gostos e prazeres do que saber lidar com pessoas que tem algumas diferenças que talvez não te agrade.

Você pensa: ele é muito gente boa, mas é muito materialista. Ou gostei dele, mas não ando com ele porque ele é muito brincalhão. Não tenho nada contra ele mas as vezes ele é ignorante, ou introspetivo, fala pouco, fala demais, é chato, é feliz, é amigo, é frio, não ouve a gente, não gosta de cerveja, não gosta de sair, sai demais, não gosta de cortar a unha do pé, é desorganizado, é chato na pontualidade, é enrolado.

E eu penso: Isso não é ótimo!!!

Temos a tendência de nos aproximar de pessoas que são parecidas conosco. Porque somos desinteressados em tentar construir uma amizade verdadeira. Somos preguiçosos em tentar entender como lidar com uma pessoa que é diferente de nós. Somos estúpidos ao ponto de achar que certos tipos de comportamento são questionavelmente um motivo para não conhecer melhor a pessoa.

Não quero falar que voce deve ser complacente com as atitudes erradas ou ofensivas de seu próximo, apenas quero que voce entenda que quando um certo pensamento ou atitude da pessoa não for condizente com o que voce "espera" que seja uma reação normal, não julgue, não afaste, não condene. Apenas releve. Somos pessoas diferentes, o modo como eu lido com as minhas amizades, quer eu seja frio, calculista,  e momentos em que estou bem e outro dia nem tanto, não quer dizer que não as amo com tamanha intensidade e força que necessito deles ao meu lado, mesmo que eu não demostre isso. Por isso é tão importante cultivar nossas amizades, e essa palavra cultivar significa dedicar-se, interessar-se, envolver-se. E isso leva tempo.

Temos livre arbítrio, e escolhemos a amizade que queremos. Mas somos tão pobres em espíritos e tão insignificantes moralmente falando que não percebemos que a diferença de personalidade, (e talvez seja algumas características que voce não goste), é o que nos faz crescer. É o que nos faz ser melhores. É o que nos faz ter motivos para sermos liderados, influenciados, corrigidos e enraizar a nossa essência do amor.

Ao invés de fugirmos de amizades que serão muito significantes para nós por causa de um defeito que se apresente, porquê nao apendemos a lidar com nosso próximo? 

- Não adianta.
Ninguém muda.

Vou repetir. Ninguém muda.  Então não pense que sua influencia mudará a pessoa. Isso não vai acontecer.

Aprenda a lidar com os problemas ou defeitos dela e foque em tirar o que ele tem de bom. Todos nós temos nossos defeitos, erros, esquisitices que talvez apenas nós mesmos compreendemos e que não fazemos questão de explicar ou justificar porque são coisas nossas, de nosso próprio intimo. E as pessoas precisam te compreender, correto?

Então, que isso seja reciproco.

As vezes as pessoas são  intituladas loucas por terem certos tipos de atitudes de não condizem com o que você acredita ou uma sociedade dogmática pense que seja uma atitude normal.

Se todos nós tomássemos remédios nos deixar com uma mentalidade que todos dizem ser normal ou com atitudes semelhantes, para que serviria a nossa inigualável personalidade.

Se todos andássemos iguais, com atitudes iguais, com pensamentos iguais, quais as chances de evoluirmos externa e internamente.

Se voce conhecesse o Bill GAttes ou Steve Jobs ou o Elvis, Mickel Jakson em plena erá criativa voce provavelmente falaria que seriam loucos, que precisariam de tratamento psiquiátrico pois as atitudes ou pensamentos e também excentricidades não condiziam com que você ou qualquer outra pessoa que se intitula normal se encaixava.

E essas e outras pessoas foram lendas e mitos porque se destacaram, porque foram o demencial na multidão. Pensaram o que nunca ninguém tinha pensado, agiram sem pensar, foram de certo modo inconsequentes, não deixaram ser guiados por pensamento rotineiros e vazios. São pessoas que fizeram a diferença.

E hoje eu vejo como o mundo está cheio de pessoas que se dizem "normais" e que estão julgando outras por suas atitudes e não percebem que para voce ter equilíbrio é preciso e é necessário ter um pouco de insanidade. Por isso acredito que vivemos num mundo de loucos, pessoas loucas que acham que a normalidade é um efeito benéfico de seguir um caminho padrão, com começo, meio e fim, sem nenhuma novidade, sem muitas expectativas, apenas no instinto de sobrevivência.

As vezes acho que cada um devia passar pela experiência de se internar pelo menos uma semana numa clinica psiquiátrica, pois acredito que muitos que estão lá (evidentemente não todos) ficaram loucos pois entenderam como esse mundo funciona. E quando a gente entende como esse mundo funciona, como é que voce pode manter a sanidade.

Quando tenho que enfrentar um problema, uma situação difícil,  gosto de lembrar do episódio do filme "O amor é contagioso".

Logo no começo quando o personagem do ator Robin Willians (Patch Adams) se interna numa clinica psiquiátrica  e descobre que o seu dom é na verdade ajudar as outras pessoas.

Um dos internos passa por ele e na sua maluquice pergunta mostrando os 4 dedos de sua mão:

- Quantos dedos tem aqui?

E abrindo a mão repete umas duas ou três vezes a mesma pergunta.

E o personagem do Robin Willinan responde:

- 4 dedos

- Homem tolo, retruca  o velho, e sai reclamando e andando para outro local.

Quando o personagem, Patch, descobre que sua vocação é ser médico  imediatamente pede sua própria alta. Mas um pouco antes de ir embora o Sr. (dos 4 dedos)  novamente passa por ele com a mão erguida e com os 4 dedos levantados , perguntando?

-  Quantos dedos tem aqui?

Dessa vez Patch presta mais atenção, pois descobrira recentemente que esse Sr. é na verdade um empresário bilionário, e tentando em seu pensamento limitado entender aquelo belo homem ,novamente responde:

 - 4

E o velho diz?

- Não meu amigo, olhe ALÉM DO PROBLEMA!!!

Nesse momento o personagem desfoca o olhar, remove o foco os quatro dedos, e quando fazemos isso vemos tudo duplicado e automaticamente os 4 dedos viram 8, e essa é sua resposta. Essa é a resposta correta.

Os dois se contemplam em um grande abraço. O futuro médico tinha entediado a mensagem.

Amados, quando passarem por problemas, veja além dele. Foque na solução. Não fique sobrecarregado pelos motivos, intenções, objetivos, tendências que o problema teve mas se concentre na solução. Ficar remoendo, tentando entender, buscando respostas e "porquês"  não vai adiantar.
Olhe, enxergue e veja além do problema. Se objetive na solução.

Não se apequene, não seja covarde, não deixe que digam que voce não pode, aja diferente, seja diferente, viva a sua vida da melhor maneira possível, persista em fazer o bem, não se acostume com coisas ruins, não seja insensível, diga sim a mudanças, reinvente-se, saia da rotina, ame sem limites, chore, grite e se depois de tudo isso as pessoas apontarem o dedo para voce e disserem que voce é "Louco", simplesmente aceite.

Pois apenas a loucura de nossa existência nos deixará permitir viver e sermos pessoas melhores, e por sabermos que toda a unanimidade é burra, temos que ser loucos para poder compreender, ter e sentir a verdadeira felicidade que nos dá vida e nos mostra o quanto é insensatamente certa e veraz a nossa loucura e quanto é verdadeiro a insanidade do amor.

"PARA O SEU GOVERNO O MEU ESTADO É INDEPENDENTE"

Eu tinha acabado de tomar o meu remédio e estava saindo do shopping. Como sempre, depois de alguns minutos me encontrava muito agitado. E o meu caminhar era uma prova exata do que eu estava falando.

Como estava sem carro naquele dia, voltei de onibus, e para isso tive que ir andando para o ponto. Durante essa minha caminhada notei que ao meu lado passara um carro da polícia. 

Bem, nenhum problema com isso a não ser o fato que eu não me lembrava na hora, mas o meu andar e a minha euforia, não era de uma pessoa tranquila. E no meio desse pensamento avistei o farol de traz do carro da policia acendendo as duas luzes vermelhas. O carro tinha acabado de freiar. Percebi subitamente que isso poderia ter haver comigo, mas respirei fundo, acertei o passo e continuei a minha caminhada. Logo o carro da polícia desaparecera.

Quando estava já no ponto de onibus, passados já 10 minutos, vejo novamente o mesmo carro da policia passando. E na minha inteligencia criminal, encarei-os, pois na minha concepção quem encara não tem nada a esconder, e como eu supunha que eles estavam desconfiando de mim devido ao meu andar eufórico, continuei o meu contato visual com os dois policiais que estavam dentro do veículo.

Foi então que entendi que eu estava completamente enganado.

Quando ainda os observava de longe, o carro parou e calmamente os dois policiais desceram e começaram a andar em minha direação. Foi quando eu pensei:

- Isso não vai ser legal,

Nesse momento já tinha parado de olhar para os policiais a muito tempo, pois já notara a “cagada” que eu tinha feito. Mas já era tarde.

- Mãos para cima e encosta na parede!!! Disse um dos policiais.

- Porque? Retruquei, como se eu pudesse com essa simples pergunta mudar a situação. E mudou?

Não.

Nesse momento, os dois policiais sacam cada um sua arma e apontando para minha cabeça repetem a frase, agora seguidas de palavrões e um tom mais rispido:

- Encosta na parede. P***!!!

O ponto de onibus que estava cheio quando eu tinha chegado lá, instantaneamente, ficou vazio. Todo mundo tinha sumido. A partir desse momento eu mudei de uma simples humano que estava pegando um onibus para uma pessoa “craqueada” que ninguém queria chegar perto. 

Fizeram todas aquelas perguntas de rotina, rápidas, para verificarem se eu ia gaguejar ou talvez iria pensar demais para responder, caso eu estivesse mentindo:

- Nome do seu pai, onde mora, endereço, onde trabalha, quantos anos, identidade, cpf,

Perguntas essas feitas ligeiramente, sem chances de respirar. Mas uma coisas é fato. Quando voce está com duas armas apontadas para sua cabeça, no meio da rua, sinceramente o nome da minha mãe eu não lembraria. Talvez esquecesse o meu próprio nome.

Por sorte, o prolopa estava no meu bolso e quando eles perguntaram que remédio era aquele, eu tive chance de explicar.

Nesses últimos 6 meses passei por um período muito complicado devido a adaptação da medicação. Alguns medicamentos já não estavam fazendo mais efeito e tive que mudar, e com isso vieram os seus efeitos colaterais como já abordei em alguns tópicos anteriores. 

E infelizmente amados, como a doença é particularmente caraterizada pro sua individualidade generalizada, a questão da medicação é tentativa e erro.

Exatamente.  Temos que ir nos adaptando. 

o, não estou dizendo da adaptação medicamentosa, pois só medicamentos se adaptam a nosso organismo, estou querendo dizer que você tem se adaptar na questão de acostumar-se com uma medicação receitada não dar efeito. 

Você deve ter a mente aberta saber que aquilo não deu certo. É hora de voltar para o seu médico e dizer para ele que não está adiantando, que você precisa que ele de outra solução para os seus sintomas.

Procure outros médicos especializados, talvez em outros estados, em outras cidades, médicos conceituados e veja se realmente o que você está usando como medicamentos é o mais indicado para você. 

Lógico, que vai fazer essa avaliação é você. Mas se voce não está satisfeito com os resultados procure outra opinião. Procure sempre um especialista em doença de Parkinson. Discuta com ele. Faça todas as perguntas necessárias e cabíveis. SE você acha que sua pergunta vai ser ridícula, ótimo, pergunte assim mesmo.

As vezes ficamos tão desanimados quando a medicação não está fazendo efeito, que desistimos de continuar tentando. 

NAO faça isso. Não se entregue a morosidade dessa terrível doença.

Durante esses 6 meses angustiantes, fiquei muito lento ao ponto de travar, outras vezes bem, outras vezes com muitas dores, outras vezes sem dormir até que eu cheguei no estado que eu estou agora. Num estado calmo que eu tenho o meu reflexo e coordenação devolta e não estou tão agitado. 

Mas demoraram 6 meses para chegar nisso, passando por dias ruins e outros bons.

Quando eu digo que temos de nos conhecer e falar dos mínimos detalhes do que nos incomoda, penso na última vez que estive na minha médica e no final o da consulta ela disse o seguinte:

- Olha Rui, voce está vendo. Eu estou fazendo tudo ao meu alcance para resolver o problema. Para te ajudar. Eu não estou parada.

Essa frase me deixou um pouco confuso. Pios sentira que ali na minha frente tinha um humano e não um médico. Que também errava e que tinha suas dúvidas apesar de sua experiencia. Essa justificativa em forma de desabafo me deixou um pouco incrédulo e o meu fideismo diminuira um pouco, pois entendi que para chegarmos ao um senso comum temos que mesclar as duas opiniões, médico e paciente.

Todo o parkinsoniano tem que ter o profundo conhecimento de toda a medicação que está tomando e de seus benefícios e malefícios. Nós precisamos conhecer o nosso corpo, o nosso organismo e como tudo isso funciona.

Isso é importante na questão da nossa medicação. É de suma importância em os portadores da doença informar para os seus médicos o que está realmente fazendo efeito e como você está se sentindo talvez naqueles últimos dias ou mesmo com a sua última medicação. 

Por mais que é sabido que o Parkinson é uma doença com características padrões, sei também que é uma doença muito pessoal. Cada um tem certos tipos de sintomas e características diferentes e a forma como você dá importância para tais sintomas serão totalmente individuais.

Procure formas alternativas de lidar com a doença. Procure sempre fazer aquilo que você acha que te faz bem, que te deixa em um estado de espirito sereno e tranquilo.

Por mais que as recomendações para o tratamento de Parkinson sejam padrões, e você deve segui-los, você tem que se entender e saber o que é melhor para você. 

Muitas ortopedistas me informaram que eu devido ao Parkinson não deveria praticar a musculação, que é um tipo de atividade física que pratico desde o começo do meu tratamento.  

Em todos os casos em que fui orientado para parar, eu não parei. 

Porque? Eu estou sendo rebelde? Estou tentando reinventar a roda?

- De maneira alguma.

A explicação dos médicos para realizar esse abandono da atividade é que a musculação deixa os músculos enrijecidos. E como a nossa doença tem a característica de enrijecer a musculatura então chegou-se à conclusão que eu estaria “ajudando” a doença.

E eu, na minha ignorância médica, mas na minha experiência prática digo o seguinte:

- Temos o tremor que é essencial, mas imperceptível. Todos nós temos esse tremor pois é uma forma do cérebro entender que nossa musculatura existe. 

Agora quando falamos no enrijecimento da musculatura devido ao Parkinson, essa característica não é de um enrijecimento muscular, mas de uma paralisação de coordenação. 

A musculação tem como objetivo fortalecer a musculatura. E quando você faz força em um determinado membro e fortalece-o você automaticamente manda uma mensagem para o cérebro dizendo:

- Oi geleia. Eu estou aqui!!! Eu sou o braço, estou vivo. Estou apenas te lembrando.

E acredito que é assim para todos os membros. Da mesma forma como a fisioterapia é de ajuda para muitos, a massagem é essencial para outros, a musculação é primordial para mim. E acredito nisso, até que seja provado o contrário. 

Não há estudos científicos com nenhum grupo de participantes que diga que uma determinada atividade física foi mais prejudicial para uns do que para outros durante um certo período de tempo com dois grupos de pessoas que possuem a doença.

Mas, lembrando sempre, que esta opinião é particular e intransferível. Então o que pode ser bom para mim talvez não seja bom para você.

O resultado disso tudo é o seguinte:

Pratique exercícios físicos, independente de qual seja. Exercite sua musculatura. Diga para o seu cérebro que o resto do corpo está vivo. Tome a medicação no horário correto. Não se acostume com uma situação mais ou menos. Fale com o seu médico o que você sente. Debata com ele, mas lembre-se que ele sabe qual remédio é bom para sua situação. Não tenha mente fechada. Não pense pequeno e ache que não tomar remédios é uma coisa boa, que você é do tipo que não gosta de tomar remédios. Eles foram feitos para isso, para ajudar a resolver problemas químicos, então não seja ignorante nem bitolado.

Além disso, como o velho ditado diz, não exercite apenas o corpo. Exercite a mente. Não deixa sua cabeça vazia. Não faça as mesmas coisas todos os dias. Coloque sua cabeça para funcionar. Jogue xadrez, leia bastante livros, estude coisas diferentes, medite sobre coisas que você nunca parou para pensar, decore poemas, decore uma cena de “Hamlet” de Shakespeare, Aprenda a tocar um instrumento musical. 

Independentemente do que você queira fazer; Faça.



Não fique parado. Não fique a mercê da rotina, do seu dia a dia. Se as coisas estiverem monótonas, mude-as. Somos influenciáveis e por isso temos que tomar cuidado com o que nos rodeia. Não fique à deriva. Mas use o vento a seu favor mesmo que você ainda não saiba onde irá atracar, mas não deixe de se nortear para que não entre num eterno e monótono circulo vicioso da vida.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

CARTA AOS CUIDADORES DE PARKINSONIANOS

Existe um grande mistério na doença de parkinson que é a questão da Insanidade?
Quem foi que disse que todo a pessoa que tem parkinson vai perder a lucidez?

Isso é uma idéia erronea e muito difundida nos meios digitais e redes sociais. Peço a todos
os cuidadores e também aos portadores de doença que procurem informanções fidedignas
onde a fonte é confíavel. Não acreditem em tudo o que voces leem. Sejem criteriosos.
Tenham pelo menos um pouco de curiosidade tanto para procurar fontes confiáveis na
internet quanto para procurar fontes confiávies de médicos.

Por incrível que pareça muitos médicos gananciosos e achando que nunca mais vao te ver
na vida te passam o úlitmo tratamento que existe, que via te dar uma resposta
surpreendentemente positiva mas que a longo e medio prazo irá acabar com voce.

Lembrem-se: A economia é a base da porcaria" . Não economizem na sua saúde. Se
alguém tentar lhe convercer de tal besteira, ignore a pessoas seja ela quem for e digo isso
também aos cuidadores. Por mais que a situação esteja dificil financeiramente procure um
médico que vala a pena. Pesquise com outras pessoas e escolhe o melhor. Não faça
economia burra, pois não é apenas o parkinsoniano que terá resultados ruins no futuro
dessa decisão, isso irá refletir em voce também.

Muitas pessoas usam o que voce possui contra voce mesmo. Depois que eu fui
diagnosticado com a doença muitas de minhas atitudes foram justificadas pela doença.
Mas fui eu quem utilizei a doença como escudo?

- Não.

Foram as pessaos ao meu redor que utilizavam minha doença como arma.
Quando temos uma doença tão dificil quanto o parkinson, a nossa mente se abre para um
leque de possibilidades que antes não tinhamos a visão necessário para enxergar, mas
quando passamos por isso, nós começamos a enxergar com o coração.

Melhor do que isso: Nós começamos a racionalizar muita coisa, não no sentido
pragmatico, mas no sentido de ligar o nosso botão "que se dane" para muita coisa. Pois a
maioria das coisas que nos preocupava anteriormente se tornaram desde então uma
poeira que não nos encomoda mais

E as pessoas pensam que nosso novo modo de pensar é efeito da nossa doença em
sentido quimico.
Mas amados, não é.

Se voce fica ofendido com alguma decisão ou alguma coisa que eu falei, não julgue a
doença como responsável por isso. É minha opinião mais pura e verdadeira. Nâo queria
utilizar a doença de parkinson para não ver a realidade das coisas.

Lembrando aquela velha história da mulher perguntado para o marido depois de vestir
uma bela roupa e estar quase pronta para sair com o seu marido para festa:

- Amor, essa roupa me deixa gorda?-
- Não meu amor (respondo). O vestido não te deixa gorda. É sua barriga que te deixa
desse jeito.

Eu sei, eu sei. é um exemplo brutal. Não estou dizendo para os parkinsoniando serem
sinceros demais pois não podemos confundir sinceridade com falta de educação. Mas
estou apenas exemplificando que não existe desculpa para as coisas que fazemos.
Se voce acha que as nossas atitudes se referem a uma possível reação a doença, comece
a rever os seus conceitos.

Muitos para não aceitarem a realidade tentam acreditar em suas próprias convicções de
que aquela opinião é culpa das medicações.

MAS NÃO É

]Penso e tenho a convicta certeza do que estou falando e fazendo. Nâo tente se esconder
atráz de minha doença para não encarar a sua triste realidade e ver que a mediocridade
de suas ações são efeitos de falta de "materia prima" da sua vida.

O que é mais irritante e mais desconfortável é quando alguém chega para voce e diz: Essa
sua maneira de não ligar para as coisas é reflexo da sua medicação.

Isso é absurdamente horrivel de escutar , pois parece que não somos mais
adiminsitradores de nossa própria ciência e parece até que as pessoas conversam do seu
lado falando de voce na terceira pessoa.

Então volto a frisar. se não damos importancia a certa situação é porque não queremos
dar. Se não convivemos mais com certas pessoas é porque não achamos que vale mais a
pena.

Aceite isso

e não tente sempre justificar as atitudes que voce não concorda de uma pessoa que tem
parkinson jogando a culpa em sua medicação. Isso é uma covardia sem precedentes.
Respeite a opinião de uma pessoa que tem parkinson pois é a opinão da sua nova
maneira de ver a vida. Se voce não gosta da opinão não precisa concordar e nem ao
menos aceitar. Se preocupe apenas em dar respeito devido a pessoa, e não a doença

CARTA AOS CUIDADORES DE PARKINSON

Nesses últimos onze anos aprendendo a conviver com a doença de parkinson (coloco aqui o nome da doença em letras minusculas pois essa palavra não merece regras gramáticais) aprendi muita coisas
sobre mim mesmo e sobre os outros.

Infelizmente tive que ter a doença para entender isso. Mas o infelizmente não é uma
negatividade sobre a doença e sim o pesar de saber que se não fosse pelo aparecimento
da mesma, eu talvez ainda estaria sendo enganado pelas minhas próprias convicções
fundadas em conjecturas teóricas e conceitos vazios.

Quando eu digo que esto convivendo com a doença é porque como todos nós sabemos a
doença por enquanto não tem cura e dessa forma não temos como lutar contra ela mas
apenas conviver. Quando entramos numa luta temos a esperança de ganhar mas como
ainda vencer é impossível vamos convivendo.

Mas de maneira nenhuma conviver significa aceitar, fazer corpo mole, deixar a vida te
levar. Quando voce convivi com alguém ou com alguma coisa, voce nunca pode se anular
por esse outrem.,

então temos de viver a nossa vida e saber conviver com a doença? Dificil?

MUITO

Não é facil e nunca será. Para os portadores de parkinson essa luta é diaria e as vezes
temporal.

Mas felizmente depende apenas de nós para que a nossa caminhada seja repleta desejos,
vontades e realizações.

Dificil?
MUITO

Mas "depende apenas de voce"

hoje tomo algumas medicações e vou atualiza-los quanto a elas. Eu atualmente estou
tomando o mantidan, sifro (paramexol), mantidan e de noite para dormir tomo o quetiapina.
Cada um possui uma caracteristica quanto aos efeitos colaterais da medicação do
parkinson. Mas muitas delas são base da doença. Além do tremor característico é por
padrão que o PROLOPA deixe a pessoa muito agitado, que no meu caso fico. Mas não é
que a medicação te d eixa agitado é porque o corpo fica com movimentos involuntários
que parecem que vcoe está agitado. Quando fico com essa característica e ando pela rua
tenho que me conter muito, pois pareço um boneco de posto de gasolina, aqueles com os
braços pro ar.

Até me comparo com o meu sobrindo de um ano que está aprnedendo a andar e anda de
um lando para o outro todo estabanado, sem nenhum senso de direção e quando eu vi
isso pela primeira vez disse:

- Meu sobrinho querido! Precisamos andar juntos.

Mas mesmo parados ficamos ainda um pouco "agitados" e querendo ou não as pessoas
reparam e começam a imaginar coisas que foge de uma realidade lógica sobre voce.
mas depois que te conhecem e sabem sob a sua luta começam a te admirar.

Nós parquisonianos, ou quallquer pessoa que sofre de um mal ou de uma adversidade não
temos de ser pessoas dadas ao sentimento de dó ou inveja mas sim sermos pessoas que
sejam referencia em felicidade e como aplica-la de uma maneria pratica na vida. Temos de
ser modelos para outras pessoas. talvez essa seja nossa grande responsabilidade.

É dificli?
MUITO
Mas temos de faze-lo.

Mas nunca minimize o problema de ninguém. Nunca compare o seu problema com os dos
outros. Cada um tem seu grau de importancia de problemas, então não queria que uma
pessoa que passa por uma preocupação com a roupa que vai na festa no final de semana
e não tem dinheiro para comprar tenha um grau de impronúncia menor que sua doença.
Cada um se importa com aquilo que é de valor para ela e voce não tem a envergadura
moral para julga-lo e nem colocar a sua doença sob todas as coisas. Então não se
penalize na frente dos outros e nem apequene aquele que não conhece a sua doença.
Quando um dos meus sitnomas aparecem como por exmeplo a tremedeira, ou agitação ou
qualquer outro que possa me deixar encabulado eu sempre faço uma piada para deixar
todos a vontade, e isso sempre funciona.
Amados , eu estou nessa vida a passeio e vou continuar assim. Não queira que eu leve a
vida a sério porque ela não merece. è muito curto e as vezes muito bruta. E a brutalidade,
mediocridade ignarante de sua excasses em dias ou o seu injusto termino repentino não
me deixa dar-lhe o direito de lhe levar a sério.
Rir dos nossos próprios problemas é difícil?
MUITO
Mas não temos escolhas.
Se levarmos a vida negativamente, pode ter certeza, nada vai mudar, mas se deixarmos a
vida ser uma fantástica fábrica de milagres diários, com certeza isso abrirá novas portas e
oportunidades, sejam elas fisicas, espirituais, carnais.
Tive um crise muito grande em meados de julho desse ano. Estava sem o mantidan a
algumas horas e também o sifrol, oque me custou por minha falta de responsabilidade
uma crise devastadora dentro do carro. As minhas pernas atrofiaram, ou uma sensação
parecida com isso e quando isso acontece, sabemos que não temos lugar. Quanto mais
ficamos presos mais ficamos desesperados. Comecei a gritar e a chorar e a pedir que
chamassem a ambulância.
Imeidantametne o fizeram. Mas a ambulancia não pode me buscar porque eu estava sem
documentos de identificação.
- Otimo. Pensei.
Se eu tivesse sido ferido num assalto e tivessem levado meus documentos, teria que
esperar o outro dias para poder fazer uma segunda via de todo e então prestar queixas.
Para não entrar em um desespero iminete resolvi respirar fundo e não pensar em mais
nada. REspirava e me acalmei. Sem pensar em dor ou em atrofiamento ou em qualquer
outra imobilidade quqe estava passando. E com uma calma assutadora eu disse:
- Voce vai fazer tudo o que eu disser e apenas sem prequestionamento vai confiar em
mim, ok?
Eentão vamos lá
- Voce irá estacionar na frente do hospital da unidmed de bh, abrirá a sua porta, vai deixar
sua porta aberta e ira nas atendentes. Informará a menina da recepção que o seu marido
está com crise de parkinson e precisa de atendimento urgente e precisam tira-lo do carro e
deixa que o resto eles fazem.
O hospital estava lotado. Isso não importou. Em apenas dez minutos eu já estava sendo
consultado pelo clinico geral. Assim que eu entrei e disse estou com crise de parkinson,
meu pescoço está doendo e quero remédio para dor e deitar, imediatamente ele me
encaminhou para internação ou enfermaria.
Já me conectaram no soro com um coquetel de dipora e buscopan e foram procurar os
remédios do parkinson e lembro que antes de adormecer o médico me perguntou:
- Conta para mim, Rui, oque está acontecendo?
Eu respondi:
- Conto. vamos lá: um, dois, trez, quatro.
E ele riu e respondeu. Jã está bom né?
Não estou não. volta aqui (respondi)
ele ainda rindo perguntou:
- Alergia a algum remedio:
- Apenas metafentaminas (respondi)
Eu sei estava com dor e estava precisando que os remédios fizessem efeitio mas não
consigo perder o senso de humor pois podem ter a certeza que aquele medico atendeu
naquele dia centenas de pacientes mas no final do dia quando ele chegar em casa e
conversar com a sua esposa ou seus amigos ele vai lembrar de mim e ri´ra novamente
.
Fazer uma pessoa rir mesmo que parece impossível devido a situação sua ou dela é uma
arte que devemos aprender. E sua alegria pode ultrapassar barreiras de humor,
enfermidades e problemas particulares e pode fazer o dia de uma pessoa valer a pena.
Agora, cuidado para voce nao se transformar de uma pessoa alegre em uma pessoa
chata. Isso é facil de acontecer quando voce quer forçar uma situação.Deixe tudo
acontecer naturalmente
.
Pedir ajuda não é sinal de fraqueza. É sinal de maturidade de sa doença. é sinal que voce
sabe a hora de pedir ajuda e a hora de ficar quieto.

as vezes o silencio é a melhor de nossas respostas. Não tente explicar para uma pessoa
que não conhece ou não tem a doença. Nâo perca tempo para isso. é inútil, desgastante e
não vai surtir nenhum resultado.

As únicas pessoas que sabem o que nós passamos somos nós e nosso cuidadores. Esses
útlimos passam por momentos difíceis, estressantes e tem de ser muito pacientes. E
temos que valorizar isso.

Essas são as únicas pessoas que se importam conosco e que vão ficar até o fim.
Então pesso por tudo que é mais sagrado. Não abusem do amor e da boa vontade deles.

Eles tem limites e outra vida. O mundo não gira em torno de voce. Voce precisa entender
que amor é demostrado de maneira prática mas não transforme esse amor de coração em
uma obrigação rotineira.


Escrevo isso para todos os cuidadores que nos aturam, nos entendem, nos condenam,
nos odeiam e na mesma proporção nos amam.